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Pane no SAMU no RN expõe falhas no atendimento e reacende debate após morte de jovem em Natal

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Serviço de emergência do SAMU apresenta instabilidade, comprometendo atendimentos essenciais e gerando preocupação entre os cidadãos  |   BNews RN - Divulgação Reprodução internet
Redação

por Redação

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Publicado em 15/04/2026, às 09h13



O atendimento de urgência no Rio Grande do Norte voltou ao centro das atenções após uma nova falha no sistema do SAMU. Desde a meia-noite desta terça-feira (14), o serviço prestado pelo número 192 apresenta instabilidade em todo o estado, comprometendo atendimentos essenciais e gerando preocupação entre a população.

Até o fechamento desta reportagem, a redação do BNews Natal tentou ligar para o SAMU inúmeras vezes mas o número continua indisponível. 

A interrupção estaria relacionada a uma transição contratual envolvendo profissionais responsáveis pelo atendimento telefônico e pela operação de rádio — etapa considerada crítica para o funcionamento do serviço.

Com a instabilidade, situações que exigem resposta rápida, como acidentes, transferências hospitalares e atendimentos a pacientes em estado grave, podem ser diretamente impactadas.

Entre os casos afetados estão:

  • Acidentes em rodovias
  • Atendimentos a idosos
  • Transferências para UTIs
  • Remoções para exames de alta complexidade

Segundo informações, a empresa que anteriormente operava o serviço encerrou as atividades, e a mudança não teria sido acompanhada por uma estrutura capaz de garantir a continuidade do atendimento.

Até o momento, o Governo do Estado não detalhou quais medidas estão sendo adotadas para normalizar o funcionamento do SAMU.

Caso recente amplia revolta e expõe fragilidade do sistema

A instabilidade ocorre poucos dias após um episódio que já havia gerado forte comoção em Natal. A morte de um motociclista de 27 anos, José Richardson, após um acidente na Avenida Engenheiro Roberto Freire, levantou questionamentos sobre a eficiência do atendimento de emergência na capital.

O caso ganhou ainda mais repercussão após a divulgação de um áudio atribuído ao atendimento do SAMU, no qual um profissional relata para o padrasto da vítima a impossibilidade de envio de ambulância naquele momento. Foram mais de duas horas até o socorro chegar; mas infelizmente, o motociclista não resistiu e teve a morte confirmada.

Vítima aguardou socorro consciente

Testemunhas afirmam que o jovem permaneceu consciente por um período significativo após o acidente, enquanto aguardava atendimento.

A empresária Ninha Nunes, que presenciou a cena, relatou a tentativa de manter a vítima acordada e a angústia diante da demora no socorro.

“A gente conseguiu conversar com ele, ele disse o nome, pediu para ligar para o padrasto… mas o SAMU demorou muito. Ligamos várias vezes”, contou.

Áudio revela cenário de colapso

Na gravação divulgada, o atendente aponta um cenário crítico na rede pública de saúde como justificativa para a ausência de ambulâncias.

“Colapso total do sistema”, diz o trecho do áudio, citando falta de macas e alta demanda de ocorrências.

O conteúdo intensificou a revolta de familiares e levantou questionamentos sobre a capacidade de resposta do sistema de emergência.

Relatos indicam que diversas ligações foram feitas ao longo do tempo em que a vítima aguardava socorro. A resposta recorrente mencionava indisponibilidade de macas, supostamente retidas em hospitais da rede pública.

Para familiares e testemunhas, a demora pode ter sido determinante para o desfecho do caso.

Suspeita de abandono agrava indignação

Outro ponto que ampliou a revolta foi a conduta do motorista envolvido no acidente. Segundo testemunhas, ele teria deixado o local após a colisão.

A situação reforçou a sensação de abandono vivida pelos familiares, tanto pela ausência de socorro imediato quanto pela postura atribuída ao outro envolvido.

Caso deve ser investigado

A família do jovem afirma que buscará responsabilização judicial. O episódio deve ser investigado pelas autoridades competentes.

Enquanto isso, a nova instabilidade no SAMU reacende um debate urgente: a estrutura do sistema público de saúde no estado e sua capacidade de responder, com rapidez e eficiência, a situações que dependem de minutos para salvar vidas.

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