Cidades
O Hospital Walfredo Gurgel, principal unidade de urgência do Rio Grande do Norte, enfrenta uma nova crise com a pane dos elevadores, que já ocorreu três vezes em dezembro, prejudicando a transferência de pacientes e comprometendo o atendimento em um hospital que opera no limite de sua capacidade.
A situação crítica é evidenciada pela falta de funcionamento adequado dos elevadores, com apenas um operando de forma precária, forçando profissionais a utilizarem escadas para transportar pacientes, o que aumenta o risco de incidentes e lesões tanto para trabalhadores quanto para pacientes em estado grave.
Apesar das denúncias de sindicatos e profissionais da saúde sobre as falhas estruturais e a superlotação, os problemas persistem, transformando situações emergenciais em uma rotina preocupante e exigindo medidas urgentes para garantir a segurança e a qualidade do atendimento.
O cenário de instabilidade voltou a se impor no Hospital Walfredo Gurgel, maior unidade de urgência e emergência do Rio Grande do Norte.
Nesta segunda-feira (22), os elevadores da unidade apresentaram nova pane, interrompendo a transferência de pacientes entre setores e agravando um quadro que já se tornou recorrente ao longo do mês.
Esta é a terceira vez, apenas em dezembro, que os equipamentos deixam de funcionar, comprometendo diretamente o fluxo assistencial em um hospital que opera constantemente no limite da capacidade.
Transferências interrompidas e setores isolados
Com os elevadores fora de operação, pacientes que precisavam ser levados para outros setores, como o Centro Cirúrgico, ficaram retidos nas áreas de origem. A situação foi denunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindaúde/RN), que relatou episódios semelhantes ocorridos na madrugada do último dia 16.
Na ocasião, segundo a entidade, ao menos 29 pacientes deixaram de ser transferidos, exclusivamente por falta de condições mínimas de deslocamento dentro do hospital.
Apenas um elevador em funcionamento precário
Ainda conforme o sindicato, o quadro estrutural é crítico. Dos elevadores disponíveis na unidade:
• Um funciona de forma instável e precária
• Outro permanece totalmente fora de serviço
• Profissionais são obrigados a usar escadas durante todo o plantão
A rotina improvisada afeta diretamente maqueiros, equipes de enfermagem e profissionais médicos, além de aumentar o risco de incidentes com pacientes em estado grave.
Risco para pacientes e trabalhadores
No início do mês, em um episódio semelhante, funcionários precisaram transportar pacientes pelas escadas até o Centro Cirúrgico, uma situação considerada de alto risco tanto para quem recebe quanto para quem presta o atendimento.
O esforço físico extremo, aliado à urgência dos casos, expõe trabalhadores a lesões e compromete a segurança dos pacientes, especialmente aqueles em estado crítico ou com mobilidade reduzida.
Um problema antigo que insiste em se repetir
O colapso estrutural do Walfredo Gurgel não é um episódio isolado. Falhas recorrentes em elevadores, superlotação e gargalos operacionais vêm sendo denunciados há meses por entidades sindicais e profissionais da saúde.
Mesmo com alertas sucessivos, os problemas seguem se repetindo — agora, com um agravante: a frequência das falhas, que transforma situações emergenciais em rotina.
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