Cidades

Dono de pizzaria quebra o silêncio após morte de cliente e surto de intoxicação; assista ao pronunciamento

Reprodução/Internet
Dono de pizzaria afirma que está colaborando com a polícia, enquanto vigilância sanitária aponta presença de pragas e má conservação de alimentos  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Internet

Publicado em 18/03/2026, às 10h13   Malu Machado



Uma pizzaria na Paraíba foi interditada após a morte de uma mulher de 44 anos e a intoxicação de 118 pessoas que consumiram alimentos no local, levando a uma investigação policial sobre as circunstâncias do caso.

A defesa do proprietário alegou que não foram encontrados produtos estragados durante as inspeções, mas a Vigilância Sanitária identificou graves irregularidades, como presença de pragas e alimentos mal acondicionados.

A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar responsabilidades e aguarda laudos periciais das amostras coletadas, enquanto as autoridades de saúde monitoram a situação e orientam a população a buscar atendimento médico em caso de sintomas.

Resumo gerado por IA

O proprietário da pizzaria investigada na Paraíba após a morte de uma mulher de 44 anos e a intoxicação de outras 118 pessoas que consumiram alimentos no local se pronunciou pela primeira vez. 

Em vídeo enviado ao g1 PB, Marcos Antônio, de 24 anos, afirmou estar colaborando com as autoridades e declarou que "não sabe o que aconteceu" com a comida servida no estabelecimento.

"Meu comércio é minha vida"

Visivelmente abalado, o jovem empresário lamentou a fatalidade e os transtornos causados aos clientes que precisaram de atendimento médico.

Quero salientar também que jamais eu tive a intenção de machucar qualquer pessoa. Sou jovem e meu comércio é minha vida. Jamais iria me sabotar ou prejudicar os clientes que dão o meu sustento e o meu pão", afirmou Marcos Antônio.

O dono do estabelecimento reforçou que está fornecendo amostras à Vigilância Sanitária e à Polícia Civil para que a verdade apareça. "Eu preciso da verdade para me sentir bem", ressaltou.

Veja pronunciamento:

Contradições e investigação sanitária

A defesa do proprietário, representada pela advogada Raquel Dantas, sustenta que durante as inspeções não foram encontrados produtos fora da validade ou estragados. Ela reforçou a disposição do cliente em ajudar:

"Durante a inspeção não foi encontrado nenhum produto, nenhum material de manuseio para a fabricação das pizzas, nada que estivesse fora da validade, nada que estivesse estragado. Possivelmente pode existir, por exemplo, bactérias que não conseguimos ver a olho nu", afirmou a advogada.

No entanto, o relatório da Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa) trouxe apontamentos graves que levaram à interdição da pizzaria. Entre os problemas identificados na inspeção estão:

  • Presença de pragas e insetos no local de manipulação;
  • Alimentos mal acondicionados;
  • Vulnerabilidades na higiene geral do estabelecimento.

Inquérito Policial

A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar as responsabilidades criminais pela morte da cliente e pelo surto que atingiu mais de uma centena de pessoas. O caso segue sob investigação, aguardando laudos periciais das amostras coletadas na cozinha da pizzaria.

Entenda o caso

A vítima fatal foi identificada como Rayssa Maritein Bezerra e Silva, de 44 anos, que chegou a ser internada em estado grave após apresentar sintomas como diarreia, vômitos e dores abdominais. Segundo o hospital, o quadro evoluiu rapidamente para uma infecção severa, levando à morte na manhã desta terça-feira (17). 

 Rayssa comeu pizza de carne de sol em noite com o namorado. Foto: Prefeitura de Pombal
Rayssa comeu pizza de carne de sol em noite com o namorado. Foto: Prefeitura de Pombal


Diante da gravidade da situação, a Polícia Civil da Paraíba abriu um inquérito para apurar as circunstâncias da morte e a possível relação com os demais casos registrados na cidade.

A pizzaria foi interditada após vistoria da Agência Estadual de Vigilância Sanitária, que identificou irregularidades sanitárias, como presença de insetos e armazenamento inadequado de alimentos. Materiais foram recolhidos para análise laboratorial.

Os atendimentos ocorreram na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e no Hospital Regional de Pombal. A maioria dos pacientes já recebeu alta, mas uma criança de 8 anos e uma mulher seguem internadas.

As autoridades de saúde continuam monitorando o caso e orientam que pessoas com sintomas como náuseas, vômitos e dores abdominais procurem atendimento médico. Ainda não há prazo para a conclusão dos exames que devem apontar a causa da intoxicação.

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