Cidades

Desemprego despenca para 5,3% e Brasil bate recorde de 103,3 milhões de ocupados

Ascom/PMN
Taxa de subutilização da força de trabalho cai para 13%, com redução significativa no número de trabalhadores desalentados  |   BNews RN - Divulgação Ascom/PMN
Lavínia Manso

por Lavínia Manso

Publicado em 28/08/2026, às 08h52



O mercado de trabalho brasileiro atingiu um novo recorde no trimestre encerrado em julho, com 103,3 milhões de pessoas ocupadas, enquanto a taxa de desemprego recuou para 5,3%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (27), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice caiu 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em abril, quando estava em 5,8%, e também ficou abaixo dos 5,6% registrados no mesmo período de 2025.

O número de ocupados cresceu 1% em relação ao trimestre anterior, com 1 milhão de pessoas a mais trabalhando. Na comparação anual, o avanço foi de 0,9%. O resultado representa o maior contingente de pessoas ocupadas desde o início da série histórica da pesquisa.

Ao mesmo tempo, a população desocupada caiu para 5,8 milhões de pessoas. O contingente representa uma redução de 8% em relação ao trimestre anterior e de 4,9% na comparação com o mesmo período de 2025.

Emprego formal também atinge maior marca

O avanço do mercado de trabalho aparece ainda entre os trabalhadores com carteira assinada. O setor privado registrou 39,4 milhões de empregados nessa condição, o maior número já alcançado pela pesquisa.

Considerando trabalhadores com e sem carteira, o setor privado reunia 53,2 milhões de pessoas. Entre os empregados sem carteira assinada, foram registrados 13,8 milhões de trabalhadores, alta de 3,6% em relação ao trimestre anterior.

Apesar do crescimento do emprego formal, a informalidade continua representando uma parcela expressiva do mercado. A taxa ficou em 37,5%, equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores. O índice era de 37,2% no trimestre anterior e de 37,8% um ano antes.

Menos brasileiros estão fora do mercado

A taxa de subutilização da força de trabalho também recuou, passando de 13,8% para 13%. Mesmo com a queda, 14,9 milhões de pessoas ainda estavam subutilizadas no período analisado.

Outro indicador que apresentou redução foi o número de trabalhadores em situação de desalento. O grupo, formado por pessoas que desistiram de procurar emprego por diferentes motivos, somou 2,3 milhões.

O contingente de desalentados caiu 9,7% no trimestre e 14,1% em relação ao mesmo período de 2025, indicando uma redução entre os brasileiros que estavam fora da busca ativa por uma oportunidade de trabalho.

Renda cresce e construção se destaca

O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.762. O valor permaneceu estável em relação ao trimestre anterior, mas aumentou 3,3% na comparação com o mesmo período de 2025.

A massa de rendimento real habitual, que corresponde à soma dos rendimentos recebidos pelos trabalhadores, chegou a R$ 383,5 bilhões. O valor é recorde da série histórica e representa crescimento de 4,1% em um ano.

Entre os setores de atividade, a construção foi o único a apresentar aumento da ocupação na comparação com o trimestre anterior, com alta de 5,1%, o equivalente a 371 mil trabalhadores a mais. Em relação a 2025, também houve crescimento nos segmentos de transporte, armazenagem e correio, além de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais.

Na comparação trimestral, o rendimento médio permaneceu estável na maior parte dos setores e posições de ocupação. Já em relação ao ano anterior, houve aumento dos rendimentos entre trabalhadores com carteira assinada, trabalhadores domésticos e profissionais que atuam por conta própria.

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