Cidades
por Lavínia Manso
Publicado em 30/10/2026, às 10h47
O Brasil registrou taxa de desemprego de 5,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor índice para esse período desde 2012, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento, realizado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), mostrou que a queda ocorreu junto ao crescimento da população ocupada, que atingiu o recorde de 103,6 milhões de pessoas.
Em relação ao trimestre encerrado em junho, quando o desemprego estava em 5,4%, houve redução de 0,2 ponto percentual. Na comparação com o terceiro trimestre de 2025, que apresentou taxa de 5,6%, o recuo foi de 0,4 ponto percentual.
O número de pessoas desocupadas ficou em 5,6 milhões no trimestre encerrado em setembro. São 234 mil pessoas a menos do que nos três meses anteriores, uma diminuição de 4%. Frente ao mesmo período do ano passado, a queda foi de 6,9%, equivalente a 417 mil pessoas.
O total de pessoas trabalhando alcançou o maior patamar da série histórica, iniciada em 2012. Na comparação trimestral, o contingente de ocupados aumentou 0,6%, com acréscimo de 581 mil pessoas.
Em relação ao terceiro trimestre de 2025, o crescimento da ocupação foi de 1,2%. Isso representa aproximadamente 1,2 milhão de pessoas a mais trabalhando no país.
A construção esteve entre as atividades que contribuíram para esse avanço. O setor incorporou 210 mil trabalhadores no trimestre, uma expansão de 2,8%.
O país também registrou o maior número de empregadores da série, com 4,5 milhões. Esse grupo cresceu 4,3% em relação ao trimestre anterior, com mais 184 mil pessoas, e apresentou aumento de 6,4% na comparação anual.
No setor público, o contingente de trabalhadores chegou ao recorde de 13,2 milhões. Embora tenha permanecido estável no trimestre, houve crescimento de 2,5% em relação ao mesmo período de 2025, correspondente a 317 mil pessoas.
Já o emprego com carteira assinada no setor privado somou 39,4 milhões de trabalhadores, sem mudança significativa nas comparações trimestral e anual. Também ficaram estáveis os contingentes de empregados sem carteira, com 13,7 milhões, trabalhadores por conta própria, com 26,1 milhões, e trabalhadores domésticos, com 5,4 milhões.
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