Cidades
Um incidente de transfobia durante o Carnatal em Natal reacendeu o debate sobre os direitos da população trans, quando a jornalista Mell Almeida foi barrada no banheiro feminino, sendo orientada a usar o masculino por uma funcionária do evento.
Mell expressou sua indignação nas redes sociais, destacando que a discriminação vai além de um simples acesso a banheiros, refletindo uma violência maior contra a identidade de pessoas trans, especialmente aquelas sem visibilidade.
A organização do Carnatal lamentou o ocorrido, afastou a funcionária envolvida e anunciou a implementação de treinamentos para garantir um ambiente seguro e acolhedor, reafirmando seu compromisso com a diversidade e inclusão.
Um episódio polêmico em Natal reacendeu o debate sobre respeito, segurança e direitos da população trans em grandes eventos na capital e em todo o país.
A jornalista Mell Almeida denunciou em suas redes sociais que sofreu transfobia ao ser barrada na porta do banheiro feminino na noite de sábado, 06, durante o segundo dia do Carnatal, na Arena das Dunas.
Uma funcionária da equipe que trabalhava no local ficou fora de si no momento em que a jornalista iria usar o banheiro e a impediu de entrar. A mulher chegou a dizer que Mell, que é uma mulher trans, deveria usar o banheiro masculino.
“Ontem, no Carnatal, vivi algo que jamais imaginei acontecer: fui vítima de transfobia ao tentar acessar o banheiro da Arena das Dunas, sendo exposta a uma situação profundamente desagradável e constrangedora”, denunciou Mell, neste domingo (07) em seu perfil do Instagram.
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A foliã ainda lembrou que, na sexta-feira (05), foi recebida com carinho por trabalhadores atenciosos e educados. Inclusive, que havia parabenizado a organização pela atenção.
“Não se trata de um banheiro. Se trata de preconceito e da violência de ser questionada sobre a minha identidade em um espaço público, em meio à festa. Eu, que tenho visibilidade e voz para denunciar, sofri ao imaginar a humilhação de tantas trans e travestis que, sem o mesmo amparo, são obrigadas a aceitar entrar em banheiros masculinos, sendo julgadas, violentadas ou tendo suas intenções questionadas”, ressaltou.
Em nota, a direção do Carnatal comentou a publicação da repórter e disse que lamentou profundamente o episódio ocorrido no sábado.
“O Carnatal repudia qualquer ato de discriminação e reforça seu compromisso com um evento seguro, diverso e acolhedor para todas as pessoas”.
Segundo o Carnatal, assim que a organização da micareta foi informada, medidas necessárias foram tomadas, incluindo o afastamento da profissional terceirizada envolvida e a comunicação formal à empresa responsável pelo seu desligamento.
Além disso, o pronunciamento também afirmou que se preocupa com a realização de treinamentos e capacitação dos profissionais e empresas envolvidas no evento.
“Nos solidarizamos com você e agradecemos por nos alertar — sua voz é essencial para que possamos agir com firmeza e responsabilidade. Estamos à disposição para oferecer todo o suporte necessário. Seguimos juntos, pelo respeito e pela inclusão sempre”, disse o Carnatal.
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