Cidades
Quem costuma viajar com carregador portátil na mochila precisa redobrar a atenção a partir de agora.
A Agência Nacional de Aviação Civil atualizou as regras para transporte de powerbanks em voos e endureceu exigências por motivos de segurança, após episódios recentes envolvendo superaquecimento e até incêndios a bordo.
As mudanças foram publicadas no Diário Oficial da União e já acendem alerta para passageiros que costumam embarcar com baterias externas sem checar especificações técnicas.
O que muda para levar powerbank no avião
Pelas novas regras da Anac, os carregadores portáteis agora seguem exigências específicas e, em alguns casos, podem até ser proibidos.
Entre os principais pontos definidos pela nova instrução estão:
• Powerbanks só podem ser levados na bagagem de mão
• Cada passageiro pode transportar no máximo dois carregadores portáteis
• Equipamentos de até 100 Wh estão liberados
• Modelos entre 100 Wh e 160 Wh exigem autorização prévia da companhia aérea
• Acima de 160 Wh, o transporte é proibido
A agência também estabeleceu restrições de uso dentro da cabine:
• É proibido recarregar o powerbank durante o voo
• A orientação é não usar o dispositivo nem para carregar celulares ou outros eletrônicos a bordo
• Os terminais precisam estar protegidos contra curto-circuito, com isolamento ou embalagem original
Medida veio após incidentes com explosão e fogo em voos
Segundo a Anac, o objetivo é reduzir riscos operacionais e reforçar a segurança aérea diante de ocorrências envolvendo baterias de íon-lítio, consideradas sensíveis a falhas térmicas.
A preocupação ganhou força após episódios recentes
Em janeiro, um powerbank explodiu em um voo da LATAM Airlines que fazia a rota São Paulo–Brasília e obrigou a aeronave a desviar para Ribeirão Preto.
Outro caso chamou atenção em agosto de 2025, quando um carregador portátil pegou fogo em um voo entre São Paulo e Amsterdã.
Os episódios aceleraram discussões sobre controles mais rígidos para o transporte desses equipamentos.
Companhias aéreas podem ser ainda mais rígidas
Mesmo com a padronização da Anac, a agência alerta que empresas aéreas podem adotar exigências próprias, inclusive mais restritivas do que a norma nacional.
Por isso, a recomendação é consultar a companhia antes do embarque — especialmente em voos internacionais ou se o powerbank tiver alta capacidade.
Esse ponto é importante porque muitos passageiros sequer sabem quantos Wh têm seus carregadores, informação que normalmente aparece na carcaça do aparelho ou pode ser calculada pela fórmula:
Capacidade em Wh = (mAh ÷ 1000) × Voltagem
Passageiros podem ser barrados se descumprirem regra
A mudança também acende um alerta para fiscalização em inspeções de segurança.
Levar powerbank na mala despachada, embarcar com mais de duas unidades ou transportar modelos acima do limite permitido pode gerar retenção do equipamento e até impedir o embarque até a situação ser regularizada.
A nova regra segue uma tendência internacional de maior rigor com baterias portáteis em razão dos riscos de combustão em cabine.
Para quem viaja com frequência, o recado importante é: antes de arrumar a bagagem, vale conferir seu powerbank — ele pode virar problema no aeroporto.
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