Cidades
Publicado em 29/04/2026, às 09h53 Malu Machado
O Rio Grande do Norte voltou a acender o sinal de alerta para a ciguatera, uma grave intoxicação alimentar causada pelo consumo de peixes contaminados por toxinas de microalgas.
Na última segunda-feira (27), cinco pessoas de uma mesma família foram notificadas em Natal, elevando para 115 o número total de casos no estado desde o primeiro surto, em 2022.
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A toxina se acumula em peixes de maior porte que vivem em áreas de corais. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), os episódios recentes no RN estão associados a espécies muito comuns na culinária local:
As autoridades reforçam: o perigo aumenta quando o pescado é de origem desconhecida ou não possui garantia de procedência.
A intoxicação é traiçoeira. Os sinais podem aparecer em apenas 30 minutos ou demorar até 24 horas. Além dos sintomas clássicos (vômito, diarreia e dor abdominal), a ciguatera apresenta peculiares como:
Com o avanço da doença, a Sesap emitiu uma nota técnica com diretrizes para o público, setor comercial e profissionais de saúde. A orientação principal é buscar socorro médico assim que os primeiros sintomas surgirem, relatando obrigatoriamente se houve consumo de peixe nas últimas 48 horas.
Não existe antídoto específico. O tratamento foca na hidratação e no controle dos sintomas. A Sesap orienta que, em caso de suspeita:
O Centro de Informação e Assistência Toxicológica do RN (Ciatox) segue em plantão permanente para suporte técnico.
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