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Cidade do RN alcança 38 °C e se torna a segunda mais quente do Brasil

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No último domingo, a cidade registrou 38,8 ºC, ficando atrás apenas de município no Rio de Janeiro no ranking de cidade mais quente do país  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Freepik

Publicado em 31/12/2025, às 07h00   Malu Machado



Caicó, no Rio Grande do Norte, registrou 38,8 ºC no último domingo, tornando-se a segunda cidade mais quente do Brasil, apenas 0,3 °C abaixo de Três Rios, no Rio de Janeiro.

Seis das dez cidades mais quentes do país estão no sertão nordestino, que enfrenta um calor extremo devido a uma massa de ar quente e seco, dificultando a chegada de frentes frias e chuvas.

As autoridades de saúde estão reforçando orientações para a população, como a importância da hidratação e a busca por ambientes frescos, visando mitigar os riscos associados às altas temperaturas.

Resumo gerado por IA

A cidade de Caicó, no Seridó do Rio Grande do Norte, registrou uma marca impressionante no último domingo (28), se tornando a segunda cidade mais quente do país. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o termômetro alcançou 38,8 ºC. 

Ranking de calor

Caicó ficou a apenas 0,3 °C de ocupar o topo do ranking nacional, que foi liderado por Três Rios, no Rio de Janeiro, com 39,1 °C. Na mesma lista do dia 28, apareceram outras cidades com temperaturas próximas, como Alegre (ES), Coronel Pacheco (MG) e Pão de Açúcar (AL), todas com 38,5 °C.

Os dados mostram um cenário de calor extremo que, embora concentre a maior parte dos alertas do Inmet em outras regiões, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, atinge o Nordeste de maneira severa.

Das dez cidades mais quentes do país, seis estão localizadas no sertão nordestino, uma região historicamente marcada por altas temperaturas, mas que agora vivencia picos perigosamente incomuns.

A persistência do calor

A região Nordeste já registra altas temperaturas em tempos habituais, no entanto, 
segundo meteorologistas, o que torna o episódio atual particularmente preocupante não é apenas o pico isolado de calor, mas a sua persistência. 

A causa é a atuação de uma extensa massa de ar quente e seco, reforçada pela Alta Subtropical do Atlântico Sul. Este sistema funciona como um bloqueio atmosférico, impedindo a chegada de frentes frias e a formação de chuvas maiores.

O bloqueio gera os seguintes resultados:

  • O solo recebe intensa radiação solar durante o dia, gerando tardes escaldantes, 
    perdendo menos calor durante a noite e a madrugada;
  • A manutenção de temperaturas elevadas por dias consecutivos, inclusive no período noturno, dificulta a recuperação do organismo e aumenta drasticamente o desconforto térmico da população.

Realidade do Semiárido

Para Caicó, longe da influência da brisa marítima e com alta incidência solar e baixos índices de chuva, o registro de 38,8 °C alerta para os perigos do calor. O clima local já é naturalmente quente, mas a atual situação levou o calor a níveis extremos que demandam atenção redobrada.

Diante desse cenário, as autoridades de saúde reforçam as orientações para a população, especialmente para grupos de risco:

  • Reforçar a hidratação de forma constante;
  • Evitar a exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes do dia.
  • Buscar ambientes ventilados e frescos;
  • Procurar atendimento médico ou acionar a Defesa Civil em caso de sintomas mais intensos de exaustão ou insolação.

Veja mais dicas para se proteger da onda de calor:

Classificação Indicativa: Livre

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