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Chuvas acendem alerta para avanço do caramujo africano em Natal

Foto: Divulgação/SMS Natal
Chuvas acendem alerta para avanço do caramujo africano em Natal  |   BNews RN - Divulgação Foto: Divulgação/SMS Natal

Publicado em 10/05/2026, às 20h05   Redação



O aumento das chuvas em Natal gerou um alerta da Unidade de Vigilância de Zoonoses sobre a proliferação do caramujo gigante africano, uma espécie invasora que se espalha em áreas úmidas e pode causar riscos à saúde pública.

Introduzido ilegalmente no Brasil na década de 1980, o caramujo é capaz de transmitir doenças como a angiostrongilíase, sendo essencial que a população redobre os cuidados com a higienização de alimentos.

As autoridades recomendam o uso de luvas para o recolhimento do molusco em caso de infestação e orientam sobre o descarte adequado, além de disponibilizarem canais de comunicação para suporte à população.

Resumo gerado por IA

O aumento das chuvas em Natal acendeu um alerta da Unidade de Vigilância de Zoonoses para o avanço do caramujo gigante africano em bairros da capital. A espécie invasora costuma aparecer em quintais, terrenos baldios, hortas e áreas úmidas, principalmente durante o período chuvoso.

Conhecido cientificamente como Achatina fulica, o molusco se prolifera com facilidade em ambientes quentes, úmidos e com sombra. Por isso, a orientação das autoridades é que a população evite contato direto com o animal e redobre os cuidados com a limpeza de áreas externas.

O caramujo africano foi introduzido ilegalmente no Brasil na década de 1980 como alternativa comercial ao escargot. Com o tempo, a espécie se espalhou pelo país e passou a ser considerada uma praga urbana e agrícola.

Risco à saúde

Além de invadir áreas residenciais, o caramujo preocupa pelo risco de transmissão de doenças. Segundo a Vigilância de Zoonoses, o animal pode carregar vermes capazes de causar angiostrongilíase.

A contaminação pode ocorrer pelo contato com o muco deixado pelo molusco em frutas, verduras e legumes consumidos sem higienização adequada.

A recomendação é lavar bem hortaliças e alimentos crus antes do consumo. Uma das orientações é deixar os alimentos em solução com água e água sanitária por 15 a 30 minutos, seguindo a diluição indicada no rótulo do produto.

Como identificar o caramujo africano

O caramujo gigante africano tem concha marrom, com listras claras e formato alongado. Ele pode chegar a 15 centímetros. Os ovos são pequenos, arredondados e apresentam coloração branco-amarelada.

A espécie tem alta capacidade de reprodução e não possui predadores naturais no Brasil, o que facilita sua proliferação.

A Vigilância também alerta para a importância de diferenciar o caramujo africano das espécies nativas, como os megalobulimus, que são importantes para o equilíbrio ambiental e não oferecem o mesmo risco. Os caramujos nativos costumam ter conchas mais arredondadas, claras e sem bordas cortantes.

Cuidados no descarte

Em caso de infestação, os animais devem ser recolhidos com luvas ou sacos plásticos, evitando contato direto com as mãos. Depois, devem ser colocados em recipientes com solução de água sanitária, sal ou cloro antes do descarte no lixo.

As conchas também precisam ser quebradas para evitar acúmulo de água, o que pode favorecer a proliferação do mosquito da dengue.

A população pode acionar a Unidade de Vigilância de Zoonoses pelo WhatsApp ou pelo aplicativo Natal Digital para receber orientações e solicitar visitas técnicas.

Classificação Indicativa: Livre

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