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Césio-137 desaparece e autoridades emitem alerta nacional; entenda os riscos da contaminação

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Desaparecimento de material radioativo Césio-137 em Rosário levanta preocupações sobre segurança e protocolos de controle de saúde  |   BNews RN - Divulgação Reprodução internet
Redação

por Redação

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Publicado em 19/06/2026, às 08h30



O desaparecimento de uma cápsula contendo Césio-137 colocou as autoridades argentinas em alerta e mobilizou uma operação envolvendo órgãos de segurança e controle nuclear.

O material radioativo sumiu de uma instituição médica localizada na cidade de Rosário, na província de Santa Fé, e passou a ser alvo de buscas em todo o país.

O caso chamou a atenção devido ao potencial risco associado ao elemento químico, amplamente utilizado em procedimentos de medicina nuclear e que exige rígidos protocolos de armazenamento e monitoramento.

Material era mantido em compartimento blindado

De acordo com as autoridades, a cápsula estava armazenada em uma estrutura de chumbo especialmente desenvolvida para bloquear a emissão de radiação.

O desaparecimento foi identificado por técnicos durante uma inspeção de rotina. Eles constataram que o recipiente transparente que continha o Césio-137 em forma de gel já não estava no local onde deveria permanecer guardado.

A partir da confirmação da ocorrência, os órgãos responsáveis iniciaram imediatamente os protocolos de emergência previstos para situações envolvendo materiais radioativos.

Forças de segurança iniciaram operação de busca

A investigação passou a ser conduzida pela Autoridade Regulatória Nuclear da Argentina, que acionou o Sistema de Intervenção em Emergências Radiológicas e outros organismos federais especializados.

Também participam das buscas equipes da Agência Federal de Emergências e da Polícia Federal Argentina.

O objetivo é localizar o material o mais rapidamente possível e identificar as circunstâncias que levaram ao desaparecimento da cápsula.

Polícia investiga furto e falhas de segurança

Uma das principais linhas de investigação considera a possibilidade de furto qualificado.

Outra hipótese analisada pelas autoridades envolve eventuais falhas nos protocolos internos de controle e segurança do instituto médico.

Segundo informações preliminares, apenas quatro pessoas possuíam autorização para acessar a área onde o material era mantido.

Agora, os investigadores realizam uma análise detalhada dos registros internos da instituição, além de imagens captadas por câmeras de monitoramento, para identificar movimentações consideradas suspeitas.

O que é o Césio-137?

O Césio-137 é um elemento radioativo produzido a partir da fissão nuclear e amplamente utilizado em diferentes áreas.

Entre suas principais aplicações estão:

• Calibração de equipamentos de medicina nuclear;

• Tratamentos de radioterapia;

• Pesquisas científicas;

• Processos industriais que exigem fontes controladas de radiação.

O material emite radiações beta e gama, motivo pelo qual seu transporte, armazenamento e utilização seguem normas rigorosas de segurança em diversos países.

Há risco para a população?

Segundo os especialistas, o risco imediato para a população é considerado baixo enquanto a cápsula permanecer dentro da blindagem de chumbo utilizada para seu armazenamento.

Esse tipo de proteção impede que a radiação alcance níveis perigosos para pessoas que estejam próximas ao recipiente.

O cenário muda caso a estrutura de segurança seja danificada ou aberta por alguém sem conhecimento sobre a natureza do material.

Nessa situação, a exposição direta ao Césio-137 pode representar sérios riscos à saúde.

Quais os efeitos da exposição ao material?

Em casos de contato direto com fontes radioativas sem proteção adequada, podem ocorrer diversos problemas de saúde.

Em casos de contato direto com fontes radioativas sem proteção adequada, podem ocorrer diversos problemas de saúde.
Em casos de contato direto com fontes radioativas sem proteção adequada, podem ocorrer diversos problemas de saúde.

Entre os principais efeitos estão:

• Queimaduras na pele;

• Danos a tecidos e órgãos internos;

• Alterações na medula óssea;

• Comprometimento do sistema imunológico;

• Aumento do risco de desenvolvimento de câncer ao longo dos anos.

A gravidade dos sintomas depende do tempo de exposição e da quantidade de radiação absorvida pelo organismo.

Caso de Goiânia serve como alerta

O desaparecimento da cápsula na Argentina trouxe à memória um dos maiores acidentes radiológicos já registrados no mundo.

Em setembro de 1987, na cidade de Goiânia, uma fonte contendo Césio-137 foi retirada de um aparelho abandonado e acabou sendo manipulada por pessoas que desconheciam os riscos envolvidos.

O acidente provocou contaminação em centenas de pessoas e deixou consequências que se estenderam por décadas, tornando-se referência internacional em segurança radiológica.

Orientação é não tocar no material

As autoridades argentinas reforçaram que qualquer pessoa que encontre um recipiente com características semelhantes às descritas pelas equipes de busca não deve tentar manuseá-lo.

A recomendação é:

• Manter distância do objeto;

• Evitar qualquer contato físico;

• Isolar a área, se possível;

• Acionar imediatamente a polícia ou os serviços de emergência.

Enquanto as investigações continuam, o caso segue sendo tratado como prioridade pelas autoridades do país devido à natureza sensível do material desaparecido.


Série brasileira retratou tragédia com Césio-137

O acidente radiológico ocorrido em Goiânia, em 1987, voltou ao centro das atenções nos últimos anos após ganhar uma adaptação para a televisão.

A tragédia inspirou a série brasileira Césio 137 - O Pesadelo de Goiânia, produzida pela NetFlix, que reconstitui os acontecimentos que levaram à contaminação de centenas de pessoas após a abertura de uma cápsula contendo material radioativo abandonada em uma clínica desativada.

A tragédia inspirou a série brasileira Césio 137, da NetFlix.
A tragédia inspirou a série brasileira Césio 137, da NetFlix.

A produção mostra como o desconhecimento sobre os riscos da substância levou moradores a manipularem o material sem qualquer proteção, provocando um dos maiores acidentes radiológicos já registrados fora de instalações nucleares.

Além de retratar os impactos na saúde das vítimas, a série aborda o trabalho das equipes de emergência, os desafios enfrentados pelas autoridades e as consequências sociais sofridas pelos moradores da capital goiana após o episódio.

O caso tornou-se referência mundial em segurança radiológica e continua sendo utilizado por organismos internacionais como exemplo da importância do controle rigoroso sobre materiais radioativos.

O que aconteceu em Goiânia?

Em setembro de 1987, dois catadores encontraram um aparelho de radioterapia abandonado em uma clínica desativada e levaram parte do equipamento para desmontagem.

Dentro dele havia uma fonte contendo Césio-137. Encantadas pelo brilho azulado emitido pelo material, diversas pessoas tiveram contato direto com a substância sem saber que ela era altamente radioativa.

Em setembro de 1987, dois catadores encontraram um aparelho de radioterapia abandonado em uma clínica desativada e levaram parte do equipamento para desmontagem.
Em setembro de 1987, dois catadores encontraram um aparelho de radioterapia abandonado em uma clínica desativada e levaram parte do equipamento para desmontagem.

O acidente resultou em centenas de pessoas contaminadas, dezenas de internações e quatro mortes confirmadas diretamente relacionadas à exposição à radiação.

Até hoje, o episódio é considerado um marco na história da segurança nuclear mundial e costuma ser lembrado sempre que ocorre algum incidente envolvendo materiais radioativos.

O acidente resultou em centenas de pessoas contaminadas, dezenas de internações e quatro mortes confirmadas diretamente relacionadas à exposição à radiação.
O acidente resultou em centenas de pessoas contaminadas, dezenas de internações e quatro mortes confirmadas diretamente relacionadas à exposição à radiação.

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