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Câncer foi a principal causa de morte em 20 cidades do Rio Grande do Norte, aponta estudo

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Brasil sobe ao pódiCâncer foi a principal causa de morte em 20 cidades do Rio Grande do Norte, aponta estudoo no Mundial e carimba vaga nas Olimpíadas de 2028  |   BNews RN - Divulgação Foto: Grupo Reviver
Mayane Bezerra

por Mayane Bezerra

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Publicado em 16/08/2026, às 18h27



Em 2023, o câncer foi a principal causa de morte em 20 municípios do Rio Grande do Norte, refletindo uma tendência nacional onde 670 cidades enfrentaram o mesmo problema, segundo o Observatório de Oncologia.

Entre 2020 e 2024, o estado registrou 57.660 novos casos de câncer, com um aumento significativo nas taxas de incidência, especialmente entre homens e mulheres, que passaram a ter 375 e 449 casos por 100 mil habitantes, respectivamente.

As cidades afetadas são de pequeno porte, onde o acesso a serviços de saúde especializados é limitado, e fatores como subnotificação, dificuldades de diagnóstico e hábitos de vida inadequados contribuem para o aumento da mortalidade por câncer na região.

Resumo gerado por IA

O câncer foi a principal causa de morte em 20 municípios do Rio Grande do Norte em 2023, segundo levantamento do Observatório de Oncologia. Em todo o Brasil, 670 cidades registraram as neoplasias como a maior causa de óbitos naquele ano.

O estudo utilizou dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, entre 1998 e 2023, considerando o município de residência das vítimas. As informações foram cruzadas com dados populacionais do Censo 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No RN, todas as 20 cidades identificadas pelo levantamento são municípios de pequeno porte.

Entre os municípios potiguares analisados, Galinhos apresentou a maior proporção de mortes provocadas pela doença em relação às demais causas: 45%.

Na sequência aparecem Rafael Godeiro, com 36%, e Tenente Laurentino Cruz, com 35%. Em Janduís e Japi, o percentual chegou a 31% em cada município.

O cenário também aparece em outros levantamentos estaduais. No Boletim Epidemiológico do Câncer 2025, divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), as neoplasias já apareciam como a segunda maior causa de morte no Rio Grande do Norte.

RN registrou mais de 57 mil casos em cinco anos

Entre 2020 e 2024, foram registrados 57.660 novos casos de câncer no estado. Desse total, 25.102 ocorreram entre homens, o equivalente a 44%, e 32.558 entre mulheres, representando 56%.

A taxa também cresceu no período. Entre os homens, passou de 250 casos por 100 mil habitantes em 2020 para 375 por 100 mil em 2024.

Entre as mulheres, o índice saiu de 301 casos por 100 mil habitantes para 449 no mesmo intervalo.

As 20 cidades potiguares nas quais o câncer liderou as causas de morte são de pequeno porte, onde o acesso aos serviços especializados em oncologia tende a exigir deslocamento para outros municípios.

Entre os fatores relacionados ao cenário estão as dificuldades para realização de exames, rastreamento e diagnóstico precoce, além do acesso a especialistas e centros de referência.

A subnotificação também é apontada como um problema em municípios menores, o que pode dificultar a compreensão da dimensão real da doença nessas localidades.

Além do acesso à saúde, hábitos e fatores de risco como tabagismo, consumo de álcool, alimentação inadequada, exposição excessiva ao sol sem proteção, poluentes e determinadas substâncias químicas também estão relacionados ao desenvolvimento de diferentes tipos de câncer.

No período analisado pelo Observatório de Oncologia, os cânceres de brônquios e pulmões foram responsáveis pelo maior número de mortes pela doença no Rio Grande do Norte, com 474 óbitos.

O câncer de mama aparece em seguida, com 349 mortes, enquanto o câncer de próstata provocou 283 óbitos.

No caso dos tumores de pulmão, o tabagismo permanece entre os principais fatores de risco. Exposição prolongada a poluentes, agentes químicos, fumaças industriais, metais pesados e agrotóxicos também pode aumentar o risco da doença.

Outro desafio é o diagnóstico. Sintomas iniciais, como tosse e cansaço, podem ser confundidos com outras condições, enquanto o país ainda não possui uma estratégia de rastreamento populacional do câncer de pulmão tão disseminada quanto aquelas existentes para outros tumores.

Classificação Indicativa: Livre

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