Cidades
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão do uso de um repelente contra insetos da marca Repele, em todo o Brasil.
O produto é da empresa Mavaro Indústria e Comércio de Produtos Químicos Ltda. (CNPJ: 59.720.284/0001-33).
A Anvisa alertou que o lote afetado é o 61/411. A medida proíbe a venda, a distribuição e o uso do produto.
A empresa informou que vai fazer o recolhimento de todos os itens que integram o lote comprometido do lote comprometido.
Interdição cautelar
Ainda no dia 20 de maio, a Anvisa já havia feito a interdição cautelar no mesmo lote do produto. A ação foi motivada por laudo emitido pelo Instituto Adolfo Lutz (Lacen-SP), que reprovou o repelente no teste de IR3535, procedimento que avalia a eficácia desse princípio ativo.
O ativo sintético IR3535 é utilizado em repelentes de insetos, que cria uma barreira de odor na pele e interfere no sistema olfativo dos insetos.
A Resolução nº 2.570/2026 no Diário Oficial da União (DOU), desta segunda-feira (29).
Para que serve um repelente?
Os repelentes funcionam como uma ferramenta de proteção individual que funciona não só contra o mosquito da dengue, doença que já ultrapassa 5 milhões de casos prováveis e mais de 3 mil mortes no Brasil apenas em 2024.
Diversos outros insetos, entre as mais de 2.500 espécies espalhadas pelo mundo, também ficam longe de quem os utiliza. Mas como esses produtos mantêm os insetos afastados?
Quando o indivíduo está usando repelente ou há algum modelo elétrico por perto, como no caso daqueles que são colocados na tomada, os mosquitos ficam desorientados. Isso porque os componentes do produto entopem os poros das antenas, bloqueando os receptores e impedindo que o inseto rastreie a pessoa que iria picar.
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