Cidades
Publicado em 05/03/2026, às 07h26 Malu Machado
A morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como 'Sicário', sob custódia da Polícia Federal em Minas Gerais, gerou uma nova crise de narrativas no cenário político e jurídico brasileiro, com questionamentos sobre a versão oficial de suicídio.
Mourão, que atuava como espião do banqueiro Daniel Vorcaro, foi preso na Operação Compliance Zero e sua morte encefálica foi confirmada por fontes internas, embora a unidade de saúde não tenha emitido um comunicado oficial.
O ex-delegado Alexandre Ramagem, atualmente foragido, contestou a versão do suicídio e pediu ao ministro do STF, André Mendonça, que tome medidas firmes diante da gravidade das organizações criminosas envolvidas, sugerindo que a PF falhou em proteger o preso.
A morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, dentro das instalações da Polícia Federal em Minas Gerais, abriu uma nova crise de narrativas no cenário político e jurídico brasileiro.
Preso na Operação Compliance Zero por atuar como espião do banqueiro Daniel Vorcaro, o homem teria atentado contra a própria vida, mas a versão oficial já está sendo contestada.
O ex-delegado e deputado cassado Alexandre Ramagem utilizou suas redes sociais para classificar a tentativa de suicídio como “altamente improvável”.
Atualmente foragido nos Estados Unidos, Ramagem sugeriu que o caso segue o padrão de grandes crises de criminalidade, citando episódios históricos de "queimas de arquivo" e mortes suspeitas.
É o padrão em crises pela revelação da alta criminalidade desse sistema. Surgem as quedas de helicópteros, explosões de aviões, queimas de arquivo”, escreveu Ramagem no X.
O ex-parlamentar ainda afirmou que, por estar sob custódia, a PF tinha a obrigação de proteger o preso, inclusive contra atos praticados por ele mesmo.
De acordo com as investigações da PF, Luiz Phillipi era o coordenador das ações de vigilância e inteligência de Vorcaro, dono do Banco Master. Ele era o responsável por levantar dados pessoais, monitorar rivais e planejar intimidações contra críticos do banqueiro, incluindo jornalistas.
A PF informou que o atentado ocorreu na Superintendência Regional de Minas Gerais. Fontes internas confirmaram ao portal Metrópoles que o preso teve morte encefálica ainda na noite de quarta-feira (4), embora a unidade de saúde ainda não tenha emitido uma nota oficial definitiva.
Ramagem concluiu sua declaração citando o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que é o relator das investigações sobre os escândalos do INSS e do Banco Master.
Ele pediu que o ministro seja "diligente, atento e firme" diante da periculosidade das organizações envolvidas, que, segundo ele, teriam "tomado os poderes da República".
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