Cidades

Alerta para a Copa: surtos de sarampo explodem nos países-sede e reforçam corrida pela vacinação no Brasil

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Embora o Brasil esteja controlado, a vigilância contra o sarampo durante a Copa do Mundo de 2026 é crucial devido ao aumento de casos  |   BNews RN - Divulgação Reprodução internet
Redação

por Redação

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Publicado em 03/06/2026, às 09h42



A menos de um ano da Copa do Mundo de 2026, um alerta sanitário começa a ganhar força entre especialistas e autoridades de saúde.

Embora o Brasil mantenha o status de país livre da circulação endêmica do sarampo, os surtos registrados nos três países que sediarão o torneio — Estados Unidos, Canadá e México — aumentam o risco de reintrodução da doença por meio de viajantes infectados.

O cenário levou o Ministério da Saúde a reforçar a importância da vacinação e a lançar uma campanha voltada especialmente para brasileiros que pretendem acompanhar o Mundial no exterior.

Para o infectologista Álvaro Furtado da Costa, da Hapvida, não há motivo para alarmismo, mas a situação exige atenção.

O Brasil está em uma boa situação, mas precisa se proteger para continuar assim. É uma campanha de responsabilidade. O sarampo é altamente transmissível, mas totalmente prevenível."
O cenário levou o Ministério da Saúde a reforçar a importância da vacinação e a lançar uma campanha voltada especialmente para brasileiros que pretendem acompanhar o Mundial no exterior.
O cenário levou o Ministério da Saúde a reforçar a importância da vacinação e a lançar uma campanha voltada especialmente para brasileiros que pretendem acompanhar o Mundial no exterior.

Países da Copa concentram maioria dos casos nas Américas

Os números registrados nos países-sede ajudam a explicar a preocupação das autoridades sanitárias.

Enquanto o México havia contabilizado apenas sete casos de sarampo em 2024, o país ultrapassou a marca de 10 mil ocorrências em 2026. Nos Estados Unidos, quase 1.800 casos foram registrados neste ano.

Já o Canadá perdeu recentemente o status de país livre da doença após registrar mais de 5 mil casos em 2025 e já acumula cerca de 900 novas confirmações em 2026.

Juntos, os três países concentram aproximadamente 67% de todos os casos de sarampo registrados atualmente nas Américas.

Segundo o especialista, o histórico recente demonstra que a doença continua sendo uma ameaça sempre que encontra grupos de pessoas sem proteção vacinal.

O sarampo não é uma doença do passado. Ele volta quando encontra bolsões de pessoas não vacinadas. Mesmo não tendo uma circulação importante no Brasil, existe um risco real de reintrodução, com casos importados."

Brasil mantém controle da doença, mas vigilância segue ativa

Apesar do avanço dos casos em outros países, o cenário brasileiro permanece controlado.

No ano passado, o país registrou 38 casos de sarampo, todos relacionados à importação da doença. Em 2026, apenas três casos haviam sido confirmados até maio.

Ainda assim, o Ministério da Saúde mantém o monitoramento constante diante da possibilidade de aumento da circulação internacional de pessoas durante a Copa do Mundo.

Uma das doenças mais contagiosas do mundo

A preocupação dos especialistas se deve principalmente à elevada capacidade de transmissão do vírus.

Uma única pessoa infectada pode transmitir o sarampo para até 20 outras pessoas suscetíveis, especialmente em locais com grande circulação de público, como aeroportos, estádios, hotéis e meios de transporte.

Os sintomas mais comuns incluem:

• Febre alta
• Coriza
• Tosse
• Conjuntivite
• Manchas vermelhas pelo corpo

De acordo com Álvaro Furtado da Costa, qualquer quadro febril acompanhado por lesões na pele após uma viagem internacional deve ser avaliado por profissionais de saúde.

Após uma viagem internacional, qualquer quadro febril com lesões de pele deve acender essa possibilidade."

Vacinação continua sendo a principal proteção

A principal orientação para quem pretende viajar ao Mundial é verificar a carteira de vacinação antes do embarque.

A vacina contra o sarampo está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças, adolescentes e adultos, independentemente da realização de viagens.

A recomendação também vale para quem permanecerá no Brasil. Profissionais que atuam em aeroportos, hotéis, transporte, turismo e serviços de saúde estão entre os grupos que devem redobrar a atenção, devido ao contato frequente com visitantes de diferentes países.

Para os especialistas, manter altas coberturas vacinais é fundamental para preservar a condição do Brasil como território livre da circulaçã

Classificação Indicativa: Livre

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