Cidades
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou nesta terça-feira (12) a atualização do número de casos de hantavírus dos Andes associados ao navio de cruzeiro MV Hondius.
Segundo o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, já são 11 casos identificados, incluindo três mortes.
De acordo com a OMS, todos os pacientes são passageiros ou integrantes da tripulação do cruzeiro. Nove dos casos tiveram confirmação laboratorial para o vírus dos Andes, enquanto outros dois seguem classificados como prováveis.
Apesar do aumento nas notificações, a organização afirmou que o risco global para a saúde pública permanece baixo.
O comandante do navio de cruzeiro MV Hondius, Jan Dobrogowski, divulgou uma mensagem nesta segunda-feira (11) após a repercussão internacional dos casos de hantavírus registrados a bordo.
Em vídeo publicado pela empresa Oceanwide Expeditions, ele agradeceu a postura dos passageiros e da tripulação durante o período de crise sanitária.
Segundo o capitão, as últimas semanas foram “extremamente desafiadoras” para todos no navio.
Não conseguiria imaginar atravessar estas circunstâncias com um grupo de pessoas melhor, tanto os passageiros como a tripulação”, afirmou.
O MV Hondius chegou na madrugada de domingo (10) a Tenerife, na Espanha, onde teve início a operação de desembarque e repatriação dos passageiros, acompanhada pelas autoridades de saúde espanholas e pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Mesmo após a chegada ao porto, 28 passageiros continuavam a bordo da embarcação nesta semana.
Casos seguem sob monitoramento
Durante coletiva de imprensa, Tedros informou que todos os casos suspeitos e confirmados foram isolados e permanecem sob acompanhamento médico.
“No momento, não há indícios de que estejamos presenciando o início de um surto maior”, declarou.
O diretor-geral da OMS alertou, no entanto, que o cenário ainda pode sofrer mudanças devido ao período de incubação relativamente longo do vírus, o que pode levar ao surgimento de novos casos nas próximas semanas.
O que é o hantavírus?
O Hantavirose é uma doença viral transmitida principalmente pelo contato com fezes, urina ou saliva de roedores infectados.
A infecção costuma ocorrer quando partículas contaminadas se espalham no ar e são inaladas pelas pessoas, especialmente em ambientes fechados, úmidos ou com presença de ratos silvestres.
No continente americano, algumas variantes do vírus podem provocar uma síndrome respiratória grave, conhecida como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus.
Variante dos Andes chama atenção por possível transmissão entre pessoas
O chamado “vírus dos Andes”, identificado principalmente na América do Sul, desperta preocupação especial entre autoridades sanitárias porque existem registros científicos que indicam possibilidade de transmissão entre seres humanos — situação considerada rara em outros tipos de hantavírus.
Os casos relacionados ao cruzeiro MV Hondius seguem sendo investigados justamente para entender a dinâmica de transmissão entre passageiros e tripulantes.
Brasil também registra casos da doença
No Brasil, a hantavirose já possui registros em diferentes estados, principalmente em áreas rurais e regiões próximas à mata.
Agora em maio, o país confirmou uma morte por hantavírus. O caso aconteceu em Minas Gerais e envolveu um homem de 46 anos, morador de Carmo do Paranaíba.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, ele teve contato com roedores silvestres em uma lavoura antes de apresentar os primeiros sintomas da doença. A infecção foi confirmada por exames laboratoriais.
As autoridades afirmaram que o caso é considerado isolado e não possui relação com o surto de hantavírus registrado no navio de cruzeiro MV Hondius.
Além disso, o Ministério da Saúde informou que, até o momento, não há registro no Brasil da circulação do genótipo Andes — variante associada aos raros casos de transmissão entre pessoas observados na América do Sul.
Segundo autoridades de saúde, os principais fatores de risco envolvem:
• Contato com locais infestados por roedores silvestres
• Limpeza de ambientes fechados sem proteção adequada
• Armazenamento incorreto de alimentos
• Exposição a fezes e urina de ratos
Os sintomas iniciais podem se confundir com outras infecções virais.
Entre os sinais mais comuns estão:
• Febre alta
• Dor no corpo
• Cansaço intenso
• Dor de cabeça
• Náuseas
• Falta de ar
Nos casos mais graves, a doença pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória.
Como prevenir a hantavirose
Especialistas recomendam cuidados principalmente em locais fechados há muito tempo ou com sinais de infestação de roedores.
As orientações incluem:
• Evitar varrer poeira seca em locais contaminados
• Utilizar máscaras e luvas durante limpezas
• Manter alimentos armazenados corretamente
• Eliminar locais que possam servir de abrigo para ratos
• Ventilar ambientes fechados antes da limpeza
Até o momento, a OMS reforça que não há indicação de um surto internacional em larga escala, mas segue monitorando os casos ligados ao cruzeiro e a possível evolução da situação.
Classificação Indicativa: Livre
Modo Karaokê
som poderoso
Notebook Poderoso
famoso copo
Smartwatch top