☰
✕

Zé Galado

Primeira-dama pé de cana é flagrada pelo Zé Galado

Uma primeira-dama famosa protagoniza momentos hilários no carnaval, enquanto a política interfere na folia  |  

Publicado em 20/02/2026, às 06h00      Zé Galado

Uma primeira-dama bastante conhecida pelo interior do RN protagonizou uma cena pra lá de hilária neste carnaval. A jovem, famosa pelo apreço a boas pingas e cervejinhas geladas, deu um verdadeiro show no circuito carnavalesco.

Embalada por algumas amigas mais ariscas, desceu até o chão, foi na clássica boquinha da garrafa e, na volta, não perdeu a pose: tascôu um beijo ardente no maridão, que, a essa altura, já estava verde — não de esperança, mas de vergonha.

Zé Galado flagrou tudo e garantiu: a cachaça era a boa. Prometeu, inclusive, tomar uns goles quando for visitar a cidade dela.
Porque, como diz o ditado etílico: pinga ni mim.

Palhinha proibida

O constrangimento foi geral no Carnaval de Pirangi. O cantor Ricardo Chaves foi orientado a não cantar em frente ao tradicional Paçoca de Pilão, quebrando uma tradição que atravessa décadas. O motivo? O filho de Dona Adalva, proprietária do restaurante, integrou a gestão anterior da prefeitura — adversária política da atual administração. A cena pegou mal, constrangeu o artista e deixou foliões sem entender quando carnaval virou instrumento de veto político.

Artista sem voz

Nos bastidores, o comentário era um só: nunca se viu artista contratado ser impedido de fazer uma simples homenagem. Ricardo, visivelmente desconfortável, chegou a questionar a orientação, mas foi lembrado de que “seguia ordens”. Carnaval censurado não combina com trio elétrico, muito menos com a história de Pirangi.

Paçoca atravessa gestões

O Paçoca de Pilão sobreviveu a prefeitos, crises e modismos. Sempre foi ponto de parada, encontro e palhinha. Desta vez, virou alvo de um recado político atravessado, daqueles que não atingem adversários, mas pegam mal com o público. Quando a política invade a folia, quem paga a conta é o folião.

Vaia que ecoou

Tentaram abafar, mas Zé Galado ouviu. A passagem da governadora Fátima Bezerra pelo Carnaval de Caicó foi marcada por vaia generalizada. Não foi um “ai” isolado nem ruído de trio. Foi coro. A maquiagem institucional não cobriu o som que correu pela avenida.

Bloco da invisibilidade

Algumas figuras que antes disputavam selfie agora preferiram circular longe do foco. Carnaval é termômetro: quando esquenta demais, tem gente que sai pela lateral.

Defesa que escorrega

A deputada Natália Bonavides virou alvo de militantes e influenciadores de esquerda numa briga pública nada elegante. Eles acusaram a parlamentar — que tentou lacrar durante alagamento na Zona Norte — de mentirosa e de espalhar fake news.

O curioso veio depois. Ao tentar se defender, a turma resolveu rebater a acusação de que teria “se vendido para o outro lado”. Desde quando apoio político passou a ser tratado como mercadoria? A defesa entregou mais do que explicou.

Zé Galado ficou confuso. Sempre disseram que a militância era “por amor”, “por causa”, “por ideal”. Mas, pelo vocabulário usado, parece que a lógica da venda é bem conhecida. A pergunta que ficou no ar foi inevitável: só conhecem defesa por mortadela?

Troca troca

A prefeita Mariana Almeida não apenas pulou de lado — saltou do barco. Estava sendo cortejada pelo projeto do PT, com direito a cafuné político do “Cadu de Lula”, Cadu Xavier, mas achou melhor não arriscar enjoo eleitoral.

Preferiu correr para os braços de Allyson Bezerra, o “pobrezinho” da Operação Mederi, versão Mossoró. Ideologia ficou na bolsa; pragmatismo foi pra avenida.

Nos bastidores, a leitura é cruel: quando a prefeita troca o PT por um adversário sob investigação, é porque o casamento com o PT não estava tão firme assim. E quem ficou olhando da pista que aprenda: promessa política não prende ninguém.

Classificação Indicativa: Livre


TagsPolíticaShowPirangiFátima bezerraCarnavalAllyson bezerraRNCadu xavierNatália bonavidesCervejaCachaçaCensuraMilitânciaZé galadoPaçoca de pilãoMariana almeidaRicardo chavesFolião