Política
Publicado em 19/11/2025, às 15h50 Foto: Otávio Augusto/Câmara Municipal de Natal Giovana Gurgel
A vereadora Marta Rodrigues (PT), de Salvador, saiu em defesa da colega Brisa Bracchi, do PT de Natal, nesta quarta-feira, 19, e classificou o processo de cassação que tramita na Câmara Municipal como um caso evidente de violência política de gênero, prática tipificada como crime pela Lei nº 14.192, de 2021.
Segundo Marta, a tentativa de retirar o mandato da parlamentar potiguar é fundada em argumentos frágeis e sem provas que sustentem a acusação. Ela afirma que o processo expõe mais um episódio de machismo na política e busca silenciar uma mulher que atua em defesa dos direitos das mulheres e contra desigualdades.
O pedido de cassação tem origem no Rolé Vermelho, evento cultural que ocorreu em Natal e contou com a participação de Brisa na condição de vereadora. Para Marta, atividades dessa natureza são legítimas em uma democracia e fazem parte do diálogo entre representantes políticos e a sociedade.
A vereadora denuncia que o parecer favorável à cassação teria distorcido o caráter cultural do evento, tratando expressões sociais como se fossem propaganda partidária.
“Confundiram o óbvio. Transformaram manifestações públicas e espontâneas em falsos indícios de campanha política”, declarou.
Marta reforçou apoio aos grupos de Natal que mantêm vigília diante da Câmara Municipal e ressaltou que a Casa precisa respeitar a democracia e os processos legais. Um dos pontos mais criticados por ela foi a tentativa de usar elementos como a cor vermelha predominante no evento e pulseiras com a frase “Bolsonaro na Cadeia” para justificar a cassação.
Para a parlamentar, o avanço do parecer representa um escândalo e revela o caráter persecutório do processo, mesmo diante de depoimentos e documentos que apontam a inexistência de irregularidades. Ela afirma que a acusação e o parecer ignoram provas e apresentam contradições que não sustentam a punição.
A vereadora baiana destacou ainda que a tentativa de cassar Brisa extrapola o campo individual e ameaça direitos coletivos, especialmente das mulheres que ocupam espaços de poder.
“Quando tentam retirar o mandato de uma mulher honesta e atuante, atacam todas nós que lutamos por justiça social e equidade”, afirmou.
Marta concluiu reafirmando solidariedade total a Brisa e ao movimento popular que tem se mobilizado na capital potiguar.
Ela disse que a resistência demonstrada pelo povo de Natal se junta a outras capitais que enfrentam retrocessos e perseguições políticas baseadas em gênero e nos resquícios do patriarcado ainda presentes nas instituições brasileiras.
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