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Política

Richarlison desabafa sobre ilha de R$ 10 milhões disputada com amigo de Flávio Bolsonaro: "Tomaram o que é meu"

Richarlisson rebate críticas sobre sua mansão e destaca ações sociais que realiza no Brasil, revelando sua luta por justiça.  |  Foto: reprodução

Publicado em 12/10/2026, às 11h38   Foto: reprodução   Ranyere Fonseca

O atacante da Seleção Brasileira e do Tottenham, Richarlison, usou as redes sociais para desabafar sobre as críticas que vem recebendo ao expor publicamente a perda de uma mansão e terreno avaliados em cerca de R$ 10 milhões, localizada em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro. Em vídeo publicado no Instagram, o atleta rebateu seguidores que disseram ser "fácil falar morando na Europa" e afirmou estar apenas cobrando o dinheiro que investiu de maneira honesta.

O caso envolve uma antiga batalha jurídica pela posse do imóvel, que culminou na transferência da área para o advogado Willer Tomaz, amigo pessoal do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL).

Doações milionárias e revolta com cobranças

No relato, Richarlison destacou que construiu o patrimônio com trabalho e que muitas pessoas desconhecem suas ações sociais no Brasil antes de fazerem cobranças na internet:

A ilha reivindicada pelo jogador publicada na rede social do atleta.

Distanciamento do cenário político

Apesar de o episódio voltar aos holofotes em pleno ano eleitoral, especialmente pela proximidade entre o atual dono da área e Flávio Bolsonaro, Richarlison declarou que não quer ter a imagem atrelada a disputas partidárias:

Entenda a disputa judicial pelo imóvel de R$ 10 milhões

O impasse em Angra dos Reis gira em torno da diferenciação jurídica entre propriedade (título formal registrado em cartório) e posse (ocupação e uso de fato do imóvel).

Uma empresa associada a Richarlison e ao empresário Renato Velasco adquiriu a propriedade no cartório, mas uma parte contrária alegou ter direitos de posse anteriores. O caso tramitou nos tribunais até uma decisão definitiva do Superior Tribunal de Justiça (STJ) favorável a Willer Tomaz.

Embora o senador Flávio Bolsonaro não seja parte formal no processo, ele constou nos autos como testemunha arrolada pela defesa do atleta após ter visitado o local antes do fechamento do negócio e retornado posteriormente na companhia de Tomaz.

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