Política
Publicado em 07/11/2025, às 09h42 Reprodução/Redes sociais - Sindsaúde Dani Oliveira
No início da noite desta quinta-feira (6), os servidores administrativos da saúde do Rio Grande do Norte em greve concordaram em deixar o 8º andar do prédio da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), que estava ocupado desde as 10h da manhã. A decisão foi tomada após o Secretário de Saúde, Alexandre Motta, se comprometer a agendar uma reunião de mediação com o Comitê de Gestão e Eficiência do Governo. O compromisso veio logo após o sindicato protocolar um ofício solicitando o encontro, já que o Comitê condicionou a avaliação do pleito à desocupação imediata da secretaria.
A ocupação pacífica seguiu ao longo de todo o dia. Os trabalhadores ocuparam o prédio com o objetivo de pressionar o governo do Rio Grande do Norte diante da ausência de respostas às pautas apresentadas pela categoria.
Além do ofício, os servidores garantiram outros avanços: uma reunião com o Secretário da Sesap e telefonemas com o Secretário de Gestão, Adriano Gadelha, e com o Secretário-Chefe do Gabinete Civil, Raimundo Alves. Ao final do movimento, o sindicato foi informado de que a reunião solicitada pelos trabalhadores está confirmada e que o dia, horário e local serão comunicados até a manhã desta sexta-feira (7).
Confira o pronunciamento oficial:
Como ocorreu a ocupação?
Após não chegar a nenhum acordo durante a realização de uma reunião com o Secretário de Administração, Pedro Lopes, que aconteceu na última terça-feira (4), os servidores administrativos da saúde do RN decidiram manter a greve, que já dura 19 dias.
Em sinal de protesto e para pressionar o governo, os grevistas iniciaram uma ocupação no prédio da Sesap na manhã de ontem (6).
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do RN (Sindsaúde), os servidores alegaram que esperavam propostas concretas por parte da gestão estadual, mas receberam apenas negativas.
A falta de avanços em relação às reivindicações levou o clima da assembleia a ser marcado por frustração e indignação, reforçando a sensação de descaso do governo do estado.