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Política

Samanda promete negociar com adversários no Senado, mas faz alerta sobre seus limites políticos

Em entrevista, Samanda Alves destaca a importância de dialogar com diferentes correntes políticas para aprovar projetos no Congresso  |  Elpídio Júnior / CMN

Publicado em 13/10/2026, às 16h43   Elpídio Júnior / CMN   Jussier Lucas

A senadora eleita pelo Rio Grande do Norte, Samanda Alves (PT), afirmou nesta terça-feira (13) que pretende dialogar com parlamentares de diferentes correntes políticas para aprovar projetos no Senado, mas sem abandonar suas convicções. A vereadora de Natal defendeu a construção de acordos como parte da atuação no Congresso, onde prevê dificuldades para a esquerda formar maioria.

Em entrevista, Samanda comparou o desafio do futuro mandato à experiência na Câmara Municipal de Natal. Segundo ela, a aprovação de propostas exige conversas com quem pensa diferente, explicações sobre os projetos e, quando necessário, ajustes nos textos.

“Minha disposição é apresentar propostas legislativas. E naquela Casa, assim como aqui na Câmara Municipal, eu não consigo aprovar um projeto de lei se não sentar com quem pensa diferente de mim, se não explicar o que é o projeto, de repente fazer um acordo”, afirmou.

Petista critica bolsonarismo e defende mobilização digital

Além da articulação política no Senado, Samanda criticou o que classificou como disseminação de notícias falsas pelo bolsonarismo. Ela defendeu que apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usem as redes sociais para divulgar ações do governo federal e propostas para o país.

Entre as iniciativas citadas pela parlamentar estão o Minha Casa, Minha Vida, o Gás do Povo e o Pé-de-Meia. Na avaliação dela, os programas devem ser apresentados como exemplos das políticas públicas voltadas à população.

“A gente enfrenta com verdades. O exército do Janones, como estão colocando, o nosso exército digital, é um exército da verdade”, declarou, ao comentar a mobilização de apoiadores nas plataformas digitais.

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Samanda cobra avanço da PEC da Segurança Pública

A senadora eleita também questionou críticas da direita à política de segurança pública e ao enfrentamento às drogas. Ao abordar o tema, cobrou a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que, segundo ela, pode contribuir para o combate ao crime organizado.

“Eles têm maioria no Senado e não aprovam a PEC da Segurança Pública, que é para combater o crime organizado, as facções, não só daquele que comete um crime lá na esquina, mas daqueles que estão lá, de colarinho branco, usando paletó”, afirmou.

A declaração foi acompanhada de críticas à atuação de setores políticos que, na avaliação de Samanda, cobram medidas de segurança, mas não apoiam a proposta que ela defende.

Articulação envolve governo Lula e disputa no RN

Ao tratar do cenário nacional, Samanda defendeu que o campo político ligado a Lula apresente resultados das políticas públicas e propostas para os próximos anos. No Rio Grande do Norte, ela relacionou essa estratégia ao palanque do presidente e do candidato ao governo estadual Cadu Xavier (PT).

A futura senadora afirmou que pretende conciliar posicionamento político e capacidade de negociação para viabilizar projetos no Congresso. A estratégia, segundo ela, será buscar acordos com diferentes grupos sem abrir mão dos compromissos assumidos com os eleitores.

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