Política
Publicado em 14/01/2026, às 06h56 Ricardo Stuckert Malu Machado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva definiu, nesta terça-feira (13) o nome de Wellington César Lima e Silva para assumir o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O jurista, que ocupava o cargo de advogado-geral da Petrobras, chega para substituir Ricardo Lewandowski.
O nome foi oficializado após reuniões estratégicas no Palácio do Planalto e reforça a intenção do governo de manter um perfil técnico e de extrema confiança pessoal em uma das pastas mais sensíveis da esplanada.
Com a indicação, o presidente Lula também sinalizou que não pretende desmembrar o ministério para criar uma pasta exclusiva para a Segurança Pública. A estrutura atual, que une Justiça e Segurança, será mantida sob o comando de Wellington, que possui trânsito livre entre as principais lideranças políticas do governo.
Esta será a segunda passagem de Wellington César pelo comando da Justiça. Em 2016, no governo Dilma Rousseff, ele chegou a assumir o cargo, mas precisou deixá-lo após uma decisão do STF que impedia membros da ativa do Ministério Público de ocuparem cargos no Executivo.
Agora, a situação jurídica é diferente: aposentado do MP da Bahia, ele atuou como Secretário Especial para Assuntos Jurídicos (SAJ) da Presidência até julho de 2025, onde conquistou a confiança direta de Lula.
Veja o histórico do novo ministro:
Ricardo Lewandowski entregou, no dia 8 de janeiro, a carta de demissão do comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O ex-ministro deixou o cargo em meio a um momento de forte protagonismo do tema da segurança pública no país.
Entre os fatores que teriam contribuído para a decisão de antecipar a saída está a suposta retomada de articulações no governo para dividir o ministério em duas pastas distintas, uma da Justiça e outra da Segurança Pública, modelo adotado durante o governo Michel Temer.
O novo ministro assume com o desafio imediato de coordenar o combate ao crime organizado e fortalecer a cooperação federativa em um ano de alta visibilidade política. Sua nomeação é lida como uma tentativa de dar agilidade política à pasta, mantendo o rigor técnico necessário para o diálogo com o Poder Judiciário.