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Política

Reforma do Imposto de Renda vai aumentar o 13º salário; entenda mais

As novas regras da reforma tributária do Imposto de Renda, aprovada pelo governo vai aumentar o 13º salário, veja como funciona a isenção.  |  Reprodução/Freepik

Publicado em 10/11/2025, às 08h57   Reprodução/Freepik   Bruna Souza

Na última quinta-feira, 13, foi aprovada a reforma do Imposto de Renda (IR), que traz uma mudança significativa diretamente no bolso de milhões de brasileiros, especialmente no final do ano, com o aumento do valor líquido do 13º salário. 

A alteração mais relevante é a ampliação da faixa de isenção mensal, que passa a ser de R$5.000 e descontos para aqueles com salário a partir de R$7.350. Essa medida visa corrigir distorções históricas na tabela do IR.

Entenda como funciona a isenção do imposto

Reprodução/Unsplash

Atualmente, a faixa de isenção do Imposto de Renda é de até R$ 2.428,80, embora um desconto simplificado zere o IR para quem ganha até dois salários mínimos, ou seja R$3.036 em 2025. 

Com a reforma, a isenção sobe para R$5.000 mensais. Esse novo limite de isenção é fundamental para determinar o desconto sobre o 13º salário. Contudo esse novo modelo, passa a funcionar a partir de 2026; mudando os cálculos em folha do próximo ano.

Como o 13º salário é calculado separadamente dos rendimentos mensais, o aumento da isenção vai ter um efeito imediato no valor pago em dezembro, durante a segunda parcela. 

Trabalhadores com salários entre R$3.036,01 e R$5.000 vão deixar de ter a retenção de IR sobre o 13º. Para aqueles com renda intermediária, até R$7.350, é previsto um desconto parcial, aliviando o peso tributário desse valor.

Beneficiando a classe média 

A proposta foi desenhada para beneficiar especialmente as famílias de média e baixa renda; tanto com a isenção total para quem ganha até R$5.000, quanto com a amenização para quem ganha até R$7.350. Ao aliviar o peso tributário sobre a renda desse grupo, aumenta a capacidade de consumo dos mesmos. 

Andressa Gomes, especialista em gestão tributária da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), afirma em entrevista ao portal O Tempo, que a a nova faixa de isenção é uma correção histórica das distorções na cobrança do imposto, que ficou congelada por anos.

A medida corrige parte da regressividade tributária, onde os mais pobres atualemente pagam proporcionalmente mais impostos. 

Compensação através da classe mais alta

Para compensar a perda de arrecadação causada pela isenção, a reforma do Imposto de Renda estabelece um valor mínimo de 10% sobre a taxa dos contribuintes de alta classe. Cobrando esse imposto mínimo, que aumenta aos poucos, para quem tem renda anual acima de R$1,2 milhão.

O objetivo dessa medida é garantir que as pessoas mais ricas, que muitas vezes pagam pouco imposto pela forma que recebem o dinheiro, com maneiras pouco taxadas, como lucros de empresas, passem a contribuir de forma mais justa.

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TagsGoverno13º salárioReforma tributáriaClasse médiaImposto de renda

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