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Política

PT fecha questão e aposta tudo em Fátima: Senado vira plano único para 2026?

A presidente do PT, Samanda Alves, reafirma que a candidatura de Fátima Bezerra ao Senado é a única estratégia do partido para as eleições  |  Foto: Elpídio Júnior/CMN

Publicado em 05/02/2026, às 13h21   Foto: Elpídio Júnior/CMN   Giovana Gurgel

A presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Samanda Alves, afirmou nesta quarta-feira (4) que a candidatura da governadora Fátima Bezerra ao Senado é o "plano A, B e C" da sigla para as eleições deste ano, o que pressupõe a renúncia ao cargo até o dia 4 de abril.

Segundo a dirigente, não existe estratégia alternativa dentro do partido que não passe pela saída de Fátima do Governo do Estado e sua entrada na disputa eleitoral. A definição, conforme Samanda, é compartilhada tanto pela direção estadual quanto pelo comando nacional da legenda.

Ela destacou que a decisão também conta com o aval do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, reforçando que a candidatura da governadora integra um movimento nacional de fortalecimento do campo progressista no Congresso Nacional.

Senado é peça-chave para projeto nacional do PT

De acordo com Samanda Alves, a eleição de Fátima Bezerra ao Senado está inserida em um projeto político mais amplo, que busca ampliar a bancada de senadores e deputados federais alinhados ao governo federal.

A presidente do PT afirmou que o partido considera estratégica a disputa pelo Senado diante da possibilidade de avanço de pautas bolsonaristas no Congresso, incluindo tentativas de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), na próxima legislatura.

O partido também avalia que ampliar a presença no Congresso é fundamental para garantir governabilidade a um eventual quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Debate interno e temor de perda do controle do governo

As declarações de Samanda ocorrem em meio a especulações sobre uma eventual desistência de Fátima Bezerra da disputa ao Senado, caso não haja segurança quanto à eleição de um sucessor no mandato tampão.

Na última terça-feira (3), o secretário estadual da Fazenda (Sefaz), Cadu Xavier, afirmou que a decisão final cabe à governadora e alertou para o risco de o PT perder o controle do Executivo durante o processo eleitoral.

Segundo Cadu Xavier, caso não se forme maioria suficiente na Assembleia Legislativa para a eleição indireta, entregar o governo à oposição durante o pleito seria, na avaliação dele, um “suicídio político” para o partido.

Eleição indireta e disputa por sucessão no Executivo

Se Fátima Bezerra renunciar para disputar o Senado, o sucessor imediato seria o vice-governador Walter Alves, Movimento Democrático Brasileiro (MDB). No entanto, ele já anunciou que também deixará o cargo para se viabilizar como candidato a deputado estadual.

Diante desse cenário, o PT defende o nome do secretário Cadu Xavier para a eleição indireta que será realizada pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), para escolha de governador e vice-governador até o fim do mandato, em 5 de janeiro de 2027.

Samanda Alves afirmou que o partido e o governo mantêm diálogo permanente com os deputados estaduais para construir maioria, ressaltando que a prioridade absoluta é garantir as condições políticas para que Fátima seja candidata ao Senado.

PT admite alternativa e amplia articulação na Assembleia

Caso haja resistência ao nome de Cadu Xavier, o PT admite apresentar o deputado estadual Francisco do PT como alternativa na eleição indireta. Segundo Samanda, o parlamentar tem bom trânsito político e capacidade de diálogo entre os blocos da Assembleia.

A presidente do partido destacou que nenhum dos três blocos existentes na Assembleia Legislativa possui maioria absoluta de 13 votos, número necessário para eleger o governador na disputa indireta, o que exige negociação ampla.

Francisco do PT também se manifestou sobre o tema e defendeu que o comando do Executivo permaneça com um nome alinhado ao projeto eleito em 2022. Para ele, não há justificativa política para que o governo seja transferido à oposição no fim do mandato.

O deputado afirmou ainda que o eleitorado potiguar legitimou o Partido dos Trabalhadores a governar o Rio Grande do Norte até janeiro de 2027, reforçando que a eleição indireta deve respeitar esse compromisso firmado nas urnas.

Classificação Indicativa: Livre


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