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Política

PT aciona TSE contra políticos por impulsionar críticas a Lula nas redes sociais

Partido dos Trabalhadores protocolou ações contra políticos e influenciadores que impulsionaram críticas ao presidente nas redes sociais  |  Foto: Ricardo Stuckert / PR

Publicado em 05/03/2026, às 17h02   Foto: Ricardo Stuckert / PR   Jussier Lucas

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O Partido dos Trabalhadores (PT) apresentou quatro representações ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra políticos e influenciadores digitais que impulsionaram publicações críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas redes sociais. As ações foram protocoladas após a repercussão do desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói no Carnaval deste ano, que homenageou o chefe do Executivo.

Na avaliação da sigla, os anúncios pagos configuram propaganda eleitoral antecipada negativa. O partido sustenta que o impulsionamento de conteúdos críticos faz parte de uma estratégia coordenada por adversários políticos para desgastar a imagem do presidente antes do início oficial do período eleitoral.

Nas representações, o PT pede que a empresa Meta suspenda imediatamente o impulsionamento das publicações apontadas e impeça novos anúncios com conteúdo semelhante. A relatoria dos pedidos está com a ministra Estela Aranha, integrante do Tribunal Superior Eleitoral.

Levantamento aponta impulsionamentos

A ofensiva judicial do partido foi motivada por um levantamento interno que identificou quem teria financiado o impulsionamento das críticas nas plataformas digitais.

O documento reúne informações sobre 54 figuras públicas, entre parlamentares, prefeitos, vereadores, influenciadores digitais e páginas com grande alcance nas redes sociais.

O relatório detalha dados como número de seguidores, valores investidos nos anúncios, tempo de veiculação e estimativa de alcance das publicações. De acordo com o material, a maior parte dos impulsionamentos teve investimento relativamente baixo, geralmente inferior a R$ 100, embora alguns casos tenham se aproximado de R$ 700.

Entre os nomes mencionados estão o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), os deputados federais Filipe Barros (PL-PR) e Paulinho da Força (Solidariedade-SP), além de Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro e pré-candidato à Câmara dos Deputados.

Dados da biblioteca de anúncios da Meta indicam que algumas publicações alcançaram centenas de milhares de visualizações. Um dos conteúdos com maior alcance foi impulsionado pelo deputado Filipe Barros, que publicou um vídeo com críticas ao governo federal.

O parlamentar afirmou que a postagem não fazia referência direta ao desfile de Carnaval e disse ter financiado o anúncio com recursos próprios.

Também tiveram ampla circulação conteúdos divulgados pelo prefeito Ricardo Nunes e pelo deputado Paulinho da Força. No caso do prefeito paulistano, um vídeo com críticas ao desfile alcançou cerca de 375 mil impressões nas redes sociais.

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Desfile gerou repercussão

A controvérsia teve origem no desfile da escola Acadêmicos de Niterói, apresentado na Marquês de Sapucaí.

A homenagem ao presidente Lula gerou forte repercussão nas redes sociais, especialmente por causa de um carro alegórico que mostrava famílias dentro de latas, algumas com referências religiosas.

O trecho provocou críticas de setores evangélicos e passou a ser explorado por opositores do governo nas plataformas digitais. Outro ponto mencionado por críticos foi o fato de escolas de samba terem recebido recursos federais por meio da Embratur.

No Palácio do Planalto, integrantes do governo avaliam que o impulsionamento de conteúdos críticos pode indicar um movimento antecipado de campanha por parte da oposição.

Já dirigentes do PT afirmam que o monitoramento das redes sociais faz parte da estratégia de comunicação da sigla para identificar possíveis irregularidades no ambiente digital.

Paralelamente às ações judiciais, o partido tem intensificado o diálogo com plataformas de tecnologia. Nos últimos dias, dirigentes da legenda se reuniram com representantes da Meta para discutir regras de impulsionamento de anúncios e moderação de conteúdo durante o processo eleitoral.

Classificação Indicativa: Livre


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