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Política

Proibido ir a boate, casa de prostituição e bar: entenda por que a Justiça decretou uma série de medidas restritivas a Pablo Marçal

A Justiça Eleitoral de São Paulo impôs uma série de medidas restritivas a Marçal, que já enfrenta inelegibilidade por irregularidades eleitorais  |  Reprodução internet

Publicado em 25/02/2026, às 10h37   Reprodução internet   Redação

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A Justiça Eleitoral de São Paulo determinou uma série de medidas restritivas ao influenciador e ex-candidato à Prefeitura de São Paulo Pablo Marçal, após acordo que suspendeu uma ação penal eleitoral contra ele. As regras passam a valer por dois anos, a partir de 13 de março.

Entre as determinações, Marçal não poderá sair da comarca onde declara residência sem autorização judicial, deverá comparecer à Justiça a cada três meses para justificar suas atividades e está proibido de frequentar bares, boates e casas de prostituição.

Caso envolve divulgação de laudo médico falso contra Boulos

O acordo foi firmado após a divulgação, por Marçal, de um laudo médico falso dois dias antes do primeiro turno das eleições de 2024. O documento atribuía ao então candidato Guilherme Boulos um suposto surto psicótico grave decorrente do uso de cocaína.

Na época, ambos disputavam a Prefeitura de São Paulo. Marçal afirmava que provaria que o adversário era usuário abusivo de drogas, mas o episódio foi interpretado como tentativa de difamação sem tempo hábil para contestação.

Acordo foi homologado pela Justiça Eleitoral

A suspensão condicional do processo foi homologada pela juíza Maria Elizabeth de Oliveira Bortoloto, da 386ª Zona Eleitoral de Barueri.

“A proposta é adequada à gravidade dos fatos narrados e conta com a anuência de ambas as partes”, escreveu a magistrada.

O Ministério Público Eleitoral sugeriu o acordo, aceito por Marçal e por Tassio Renam Souza Botelho. Ambos destacaram que a concordância não representa confissão.

Pagamento de multa e risco de reativação do processo

Como parte das condições, cada acusado deverá pagar R$ 5 mil à Comunidade Terapêutica Acolhedora Filhos da Luz. Caso as medidas sejam descumpridas, a ação penal poderá ser retomada.

Segundo o professor Fernando Neisser, da FGV-SP:

“Caso Marçal siga com o mesmo comportamento, certamente terá problemas mais sérios. Mas, se cumprido o acordo, não haverá repercussão sobre a elegibilidade de Marçal.”

Marçal já está inelegível por decisão do TRE-SP

Apesar do acordo, Pablo Marçal já se encontra inelegível por decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, que manteve condenação de oito anos de inelegibilidade e multa de R$ 420 mil por irregularidades na campanha de 2024.

Resumo do caso
• investigado por divulgar laudo médico falso contra Guilherme Boulos
• acordo suspende ação penal eleitoral por dois anos
• restrições incluem proibição de sair da comarca sem autorização
• comparecimento trimestral à Justiça
• proibição de frequentar bares, boates e casas de prostituição
• pagamento de R$ 5 mil à entidade social
• Marçal segue inelegível por decisão do TRE-SP

Classificação Indicativa: Livre


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