Política
Publicado em 15/05/2026, às 09h36 - Atualizado às 11h42 Reprodução internet Redação
Um dia após a divulgação de mensagens envolvendo cobranças por pagamentos atrasados ligados ao filme “Dark Horse”, o senador Flávio Bolsonaro saiu em defesa da relação que mantém com o empresário Daniel Vorcaro e negou qualquer irregularidade nas negociações envolvendo o dono do Banco Master.
Durante entrevista concedida à GloboNews nesta quinta-feira (14), o parlamentar comparou a repercussão do caso aos investimentos realizados por Vorcaro em projetos ligados ao Grupo Globo e questionou o tratamento dado ao episódio.
Quando o Daniel Vorcaro, o banco dele, colocou R$ 160 milhões na Globo entre 2025 e 2026, era dinheiro sujo? É dinheiro sujo?”, afirmou o senador durante a entrevista.
Segundo Flávio Bolsonaro, os recursos investidos pelo Banco Master na emissora teriam sido direcionados ao programa apresentado por Luciano Huck. O senador também questionou se os jornalistas tinham conhecimento da origem do dinheiro utilizado pelo empresário.
Vocês sabiam da origem desse dinheiro? Eu acho que não, que vocês agiram de boa-fé, como eu agi de boa-fé”, declarou.
O parlamentar afirmou ainda que Daniel Vorcaro buscava retorno financeiro nos investimentos realizados e não qualquer benefício político ligado ao seu mandato.
Ele não estava fazendo favor. Eu era senador de oposição. Eu não tinha absolutamente nada para oferecer em troca”, disse.
A entrevista ocorreu após o The Intercept Brasil publicar mensagens e áudios em que Flávio Bolsonaro aparece cobrando o empresário por parcelas atrasadas relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O que diz o presidente Lula
O presidente Lula (PT) afirmou nesta quinta-feira (14) que a troca de mensagens envolvendo o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é um “caso de polícia”.
Lula evitou entrar em detalhes sobre o conteúdo das mensagens.
Eu não vou comentar. É caso de polícia, não é meu. Eu não sou policial, eu não sou procurador-geral. O caso dele é de polícia”, afirmou.
Ele ainda citou a Polícia Federal como o órgão responsável por apurar situações do tipo. “Então vá na primeira delegacia da Polícia Federal e pergunte como vão tratar isso”, disse.