Política
Publicado em 09/07/2026, às 12h24 Foto: Jonathas Brandão/Divulgação/PL Giovana Gurgel
O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quarta-feira (8) que o ex-presidente Jair Bolsonaro recuperaria a saúde imediatamente caso deixasse a prisão domiciliar. A declaração foi feita após um almoço promovido por frentes parlamentares em Brasília. Durante o evento, o dirigente também defendeu que ainda não é possível descartar uma candidatura de Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2026, apesar da inelegibilidade e dos processos em andamento.
Segundo Valdemar, o estado de saúde do ex-presidente está diretamente relacionado à situação jurídica enfrentada por ele. Ao comentar o tema, afirmou que Bolsonaro sofre por causa das restrições impostas e respondeu que ele "sairia pulando de alegria" caso deixasse a prisão domiciliar, acrescentando que "sara na hora".
O dirigente ainda evitou classificar a atuação da Justiça como perseguição política. Em vez disso, afirmou que prefere manter uma relação institucional com o Supremo Tribunal Federal (STF).
Questionado sobre a possibilidade de Jair Bolsonaro disputar a Presidência da República em 2026, Valdemar comparou o cenário ao do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que voltou à corrida eleitoral após deixar a prisão. Segundo ele, acontecimentos políticos podem mudar o cenário atual.
Na declaração, o presidente do PL lembrou que Lula permaneceu preso por 580 dias e afirmou que poucos imaginavam sua candidatura posteriormente. Também citou o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, ao dizer que foi ele quem garantiu juridicamente o retorno do atual presidente à disputa eleitoral.
Durante o encontro, Valdemar ainda afirmou que considera possível uma revisão do processo envolvendo Bolsonaro pela Suprema Corte. Ao mencionar Fachin, disse que o magistrado é "um homem de esquerda, mas honesto", demonstrando confiança em uma eventual reavaliação do caso.
O presidente do Partido Liberal também saiu em defesa de Jair Bolsonaro ao comentar a operação realizada nesta quarta-feira pela Polícia Federal (PF), que teve como objetivo apreender armas que, conforme determinação do STF, deveriam ter sido entregues.
Segundo Valdemar, Bolsonaro não praticou qualquer irregularidade e cumpre todas as determinações judiciais. Ele afirmou que a arma encontrada com um funcionário havia sido entregue anteriormente pelo ex-presidente ao servidor e reforçou que Bolsonaro "não faz nada fora da lei".
Ao ser novamente questionado sobre uma possível perseguição ao ex-presidente, Valdemar evitou utilizar essa expressão. Ele disse que seu advogado, Marcelo Bessa, recomenda cautela nas declarações envolvendo o STF e defendeu entendimento entre as instituições para permitir que o país avance.
Por fim, o dirigente afirmou enxergar um "excesso de preocupação" por parte do ministro responsável pelo processo envolvendo Bolsonaro. Apesar da crítica, declarou que essa é uma prerrogativa do magistrado e afirmou que é necessário ter paciência diante da condução do caso.
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