Política

"Precedente perigoso": Rogério Marinho vai ao STF contra interferência de ministros nas eleições

Durante reunião com Edson Fachin, Marinho critica mudanças nas regras eleitorais que prejudicam candidatos em disputa  |  Jefferson Rudy/Agência Senado

Publicado em 29/05/2026, às 07h29   Jefferson Rudy/Agência Senado   Malu Machado

O senador potiguar Rogério Marinho, líder da oposição no Senado e coordenador-geral da pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) em audiência com o presidente da Corte, ministro Edson Fachin.

Nesta quarta-feira (28), Marinho entregou um memorial acusando o tribunal de enfraquecer a Justiça Eleitoral e quebrar o equilíbrio das disputas políticas no país.

Acompanhado pelo advogado Marcelo Bessa, o senador questionou o uso de recursos jurídicos no STF para alterar regras e prazos de eleições suplementares em andamento, alegando que o tribunal tem funcionado de forma "hipertrofiada" desde o pleito de 2022.

Decisões do STF na mira de Marinho

Para justificar a acusação de interferência e "mudança nas regras do jogo" com o processo eleitoral já em andamento, o senador citou dois casos recentes:

Vamos gastar recursos públicos para fazer uma eleição em que o único candidato vai disputar com ele mesmo", disparou.

Precedente perigoso para a democracia

Segundo Rogério Marinho, o objetivo da manifestação entregue ao Supremo é garantir a "paridade de armas" entre os concorrentes e evitar que as decisões monocráticas dos ministros passem por cima da Justiça Eleitoral especializada.

O que nós queremos evitar é que isso se torne um hábito. É um precedente perigoso para a democracia e para a livre manifestação da população através da eleição", declarou o líder da oposição.

Ao final do encontro, o senador fez um apelo ao ministro Edson Fachin para que o caso de Roraima e a concessão de liminares individuais que alteram o cenário eleitoral sejam submetidos à votação do colegiado, ou seja, pelo plenário com todos os ministros do STF.

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