Política
Publicado em 20/10/2026, às 13h02 Foto: Reprodução Giovana Gurgel
O empresário e influenciador Pablo Marçal chamou a primeira-dama Janja da Silva de “primeira anta” e a acusou de interromper falas e provocar adversários durante o debate presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), realizado no domingo (18), em São Paulo. Marçal também cobrou transparência sobre despesas do governo federal e fez críticas a gastos que associou à primeira-dama.
Segundo Marçal, integrantes do grupo ligado a Lula teriam provocado adversários durante o confronto transmitido pela Band. O empresário afirmou que Janja repetia a palavra “mentira” enquanto os participantes falavam e que teria chamado ele de “burro”.
“Ela não é uma primeira-dama, ela é uma primeira anta”, declarou Marçal.
Ele também classificou como “assustador” o comportamento que atribuiu à primeira-dama durante o encontro.
As acusações sobre as supostas interrupções e ofensas foram feitas pelo próprio empresário. Marçal sustentou ainda que seu grupo respeitou as falas de Lula durante o programa, sem apresentar, no relato, detalhes adicionais que comprovassem as alegações.
Além das críticas a Janja, Marçal cobrou a divulgação de informações sobre despesas pagas com cartões corporativos do governo. Ele também questionou gastos relacionados a viagens e fez referências a compras de bolsas e sapatos atribuídas à primeira-dama.
As declarações sobre compras pessoais e despesas foram apresentadas pelo empresário como parte de suas críticas ao governo. Não foram detalhados, no relato, valores ou documentos que comprovassem as acusações.
O tema dos gastos públicos também apareceu no debate presidencial. Durante o confronto, Flávio Bolsonaro questionou despesas do governo, em meio a discussões sobre segurança pública, saúde, economia e relações internacionais.
O debate durou cerca de duas horas e foi o primeiro confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro na televisão durante a atual disputa presidencial. O encontro reuniu os candidatos em um momento decisivo da campanha eleitoral.
Lula e Flávio Bolsonaro disputam o segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo, 25 de outubro.
A troca de acusações envolvendo Marçal e Janja ocorreu paralelamente à discussão eleitoral, que teve como temas centrais propostas para o país e críticas à atuação do governo federal.