Política
Publicado em 01/03/2026, às 15h01 Foto: reprodução internet/AP/Evan Vucci Ranyere Fonseca
O impacto das operações militares dos Estados Unidos no Oriente Médio cruzou o oceano e incendiou as ruas de Miami, na Flórida. Milhares de pessoas participaram de uma gigantesca caravana de carros neste sábado (28), saindo do Tropical Park em direção ao Santuário Nacional de Nossa Senhora da Caridade, em um protesto que pede o fim do regime comunista em Cuba.
O movimento, organizado pela Fundação Anticomunista Cubana, aproveita o momento de demonstração de força do governo de Donald Trump no Irã para exigir que a mesma estratégia de "intervenção e aniquilação" seja aplicada contra a ditadura cubana.
Com bandeiras dos Estados Unidos e de Cuba, os manifestantes gritavam frases de apoio ao presidente Trump, celebrando o que o Pentágono chamou de "fúria épica" contra o programa nuclear iraniano. Para os líderes do movimento em Miami, a morte do líder supremo do Irã abre um precedente histórico que deve ser repetido no quintal da América.
A caravana causou grandes congestionamentos nas principais vias de Miami. O trajeto até a "La Ermita de la Caridad" (um símbolo religioso e de resistência para os exilados cubanos) foi marcado por discursos que classificam o momento atual como a maior oportunidade em décadas para uma mudança de regime na ilha.
Embora o governo norte-americano ainda não tenha sinalizado oficialmente uma expansão das operações militares para o Caribe, o discurso de Trump na rede social Truth Social, onde afirmou que "ninguém deve desafiar o poder das forças armadas dos EUA", serve de combustível para os manifestantes.
Analistas políticos alertam que a pressão da comunidade cubana na Flórida é um fator decisivo para a política externa de Trump. Com o sucesso da operação no Irã, a ala mais conservadora do governo pode se sentir encorajada a mirar outros alvos do chamado "eixo do mal", colocando Cuba, Venezuela e Nicarágua em estado de alerta máximo.
Confira vídeo que mostra caravana em Miami