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Política

“Mudança estrutural”: vereadora Samanda Alves explica por que fila de cirurgias dispara no RN

Vereadora explica que aumento nas filas é resultado de reestruturação e não de falhas no sistema de saúde do RN e explica a criação de uma fila única  |  Divulgação

Publicado em 23/04/2026, às 19h19   Divulgação   Jussier Lucas

A vereadora Samanda Alves afirmou, durante sessão na Câmara Municipal de Natal nesta quinta-feira (23), que o aumento no número de pessoas na fila por cirurgias no Rio Grande do Norte não representa, necessariamente, piora no sistema de saúde. Segundo ela, o cenário é consequência de uma reestruturação que trouxe mais transparência e organização às demandas.

De acordo com a parlamentar, a criação de uma fila única e a implantação de um sistema estadual de regulação corrigiram falhas históricas no controle dos pacientes que aguardam procedimentos. Antes, segundo ela, não havia critérios claros nem centralização das informações.

Samanda destacou que a mudança permite acompanhar as solicitações em tempo real, além de reduzir desigualdades no acesso entre diferentes regiões do estado. Ela também afirmou que o novo modelo amplia o controle público, com possibilidade de fiscalização por órgãos como o Ministério Público.

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Sistema mais transparente e aumento nos atendimentos

Apesar da percepção de crescimento nas filas, a vereadora apresentou dados que indicam avanço na realização de cirurgias. Segundo ela, o número de procedimentos saiu de cerca de 5 mil por ano, ao final da gestão anterior, para quase 18 mil no último ano.

“Estamos falando de quase quatro vezes mais atendimentos. Isso mostra que, além de organizar, o sistema também está produzindo mais”, afirmou.

A parlamentar também ressaltou a ampliação da rede hospitalar, com a abertura de novos leitos de UTI e o fortalecimento de serviços em municípios como Assú, Pau dos Ferros e Mossoró, reforçando a interiorização da saúde pública.

Ao final, Samanda defendeu que a transparência não deve ser vista como um problema. Segundo ela, a divulgação de dados permite compreender melhor a realidade do sistema e orientar decisões para avanços futuros.

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TagsSamanda AlvesCirurgiasRede hospitalar