Política
Publicado em 24/04/2026, às 20h18 Victor Piemonte/STF Jussier Lucas
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que os condenados do chamado “núcleo 2” da trama golpista comecem a cumprir as penas impostas pela Corte. A decisão ocorre após o fim do julgamento, concluído em dezembro do ano passado, e a rejeição de tentativas das defesas de rever pontos da condenação.
Entre os alvos está o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, condenado a mais de 24 anos de prisão. Também integram o grupo Filipe Martins, ex-assessor internacional da Presidência, o coronel Marcelo Costa Câmara, Marília Ferreira e o general Mário Fernandes.
Segundo a acusação, os integrantes teriam participado da elaboração de medidas para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva, incluindo ações para dificultar o acesso de eleitores às urnas no segundo turno das eleições de 2022.
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De acordo com a Procuradoria-Geral da República, o grupo teria atuado em diferentes frentes dentro da suposta organização criminosa, incluindo o planejamento de ações institucionais e operacionais para sustentar a tentativa de ruptura democrática.
Um dos pontos mais graves da denúncia envolve a elaboração de um plano que previa atentados contra autoridades, como o próprio ministro Alexandre de Moraes, além do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin.
As investigações também apontam que integrantes do núcleo teriam utilizado estruturas do Estado para interferir no processo eleitoral, especialmente por meio de operações da PRF no dia do segundo turno.
As defesas dos acusados negam irregularidades e alegam ausência de provas, além de questionarem a consistência das denúncias apresentadas. Mesmo assim, com a decisão do STF, os condenados passam a cumprir as penas enquanto o caso segue em seus trâmites legais.