Política
Publicado em 24/11/2025, às 17h22 O reconhecimento destaca a trajetória política de Lula e sua influência na expansão da educação e da ciência em Moçambique - Ricardo Stuckert / PR José Nilton Jr.
Nesta segunda-feira (24), o presidente Lula (PT) recebeu o título de doutor honoris causa em ciência política, desenvolvimento e cooperação internacional pela Universidade Pedagógica de Maputo, instituição que fica em Moçambique. A homenagem ocorreu durante sua visita à capital moçambicana, em celebração aos 50 anos das relações diplomáticas entre os dois países.
O reconhecimento destaca a trajetória política de Lula e sua influência na expansão da educação e da ciência em Moçambique, sobretudo por meio das cooperações acadêmicas firmadas em seus mandatos. O reitor Jorge Ferrão afirmou que mais de 30% dos quadros científicos de alto nível do país se formaram em universidades brasileiras.
Durante o discurso, Ferrão lembrou que, no ano de 2012, o presidente Lula lançou o Projeto Sonho, que ampliou a formação à distância de professores do ensino primário e secundário em parceria com instituições brasileiras. A iniciativa beneficiou mais de 200 docentes, marcando um novo ciclo de políticas educacionais entre os dois países.
O reitor também destacou que a cooperação é mútua. No ano passado, a Universidade Pedagógica de Maputo recebeu cerca de 600 jovens indígenas brasileiros em programas de formação. Além disso, a instituição firmou parceria com a Universidade Federal do Maranhão para contribuir com o ensino de história e cultura afro-brasileiras no currículo nacional do Brasil.
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Ferrão encerrou sua fala mencionando o compromisso de Lula com a justiça social e com a reparação histórica do continente africano. Para ele, o presidente “ajuda a resgatar o lugar da África no mundo”, lembrando ainda o engajamento de Lula no combate à fome global.
Em seu discurso de agradecimento, Lula citou políticas de combate às desigualdades e programas educacionais implementados no Brasil. Defendeu que os recursos destinados à educação devem ser entendidos como investimento estratégico, não como despesa estatal.
Fortemente aplaudido, Lula afirmou conhecer pessoalmente o impacto de não ter tido acesso à educação na juventude, reforçando que o ensino é “obrigação moral” de um governo. Ele destacou que jovens formados têm mais autonomia, melhores oportunidades e constroem vidas mais dignas.
O presidente também declarou que o Brasil deve muito ao continente africano, que “forjou a alma brasileira” ao longo de séculos. Relembrou que o programa brasileiro de cooperação para formação de estudantes estrangeiros já existe há 60 anos.
No encerramento, Lula afirmou que não há democracia sem acesso ao conhecimento e que a concentração de riqueza impede o desenvolvimento. De acordo com o presidente, investir em educação significa formar cidadãos conscientes e líderes que promovem um futuro mais justo.