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Política

Lula ganhou 10,3 milhões de votos entre os turnos; São Paulo liderou crescimento

Luiz Inácio Lula da Silva recebeu 10.376.694 votos a mais no segundo turno, com destaque para São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro  |  Reprodução: Internet

Publicado em 26/10/2026, às 12h56   Reprodução: Internet   Redação

A votação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cresceu em todas as 27 unidades da Federação no segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

Ao comparar os resultados das duas etapas, o presidente reeleito recebeu 10.376.694 votos a mais, com destaque para São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, estados que lideraram o aumento em números absolutos.

No Rio Grande do Norte, Lula conquistou mais 175.633 votos em relação ao primeiro turno, colocando o estado na 14ª posição do levantamento nacional.

Os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram diferenças expressivas entre as regiões, embora o crescimento da votação petista tenha sido registrado em todo o país.

São Paulo lidera o aumento de votos para Lula

São Paulo foi o estado que mais contribuiu para a ampliação da votação de Lula entre os dois turnos, com 2.613.861 votos adicionais. Na sequência aparecem Minas Gerais, com 1.162.163, e Rio de Janeiro, onde o crescimento chegou a 872.372 votos.

A Bahia ocupa a quarta posição nacional, com 820.487 votos a mais para o petista. Pernambuco aparece logo depois, com acréscimo de 563.542 votos, seguido pelo Rio Grande do Sul, que registrou aumento de 529.793.

Os números indicam onde a votação de Lula mais cresceu em termos absolutos. Entretanto, a diferença entre os resultados dos dois turnos não permite identificar individualmente em quem cada eleitor votou na primeira etapa ou se houve mudança de preferência eleitoral.

São Paulo foi o estado que mais contribuiu para a ampliação da votação de Lula entre os dois turnos, com 2.613.861 votos adicionais.

Nordeste registra aumento em todos os estados

O Nordeste também apresentou crescimento da votação de Lula nos nove estados. A Bahia liderou a região, com 820.487 votos adicionais, seguida por Pernambuco, com 563.542, e Ceará, que registrou aumento de 480.861 votos.

Na sequência aparecem a Paraíba, com mais 252.932 votos, e o Maranhão, com 241.930. O Rio Grande do Norte contabilizou 175.633 votos adicionais, enquanto Alagoas teve aumento de 157.162.

O Piauí registrou acréscimo de 130.279 votos. Os dados reforçam a ampliação da votação do petista na região, onde ele venceu nos nove estados no segundo turno.

Rio Grande do Norte fica na 14ª posição

Com 175.633 votos a mais entre as duas etapas da eleição, o Rio Grande do Norte aparece na 14ª colocação nacional em crescimento absoluto da votação de Lula.

O resultado potiguar ficou abaixo dos aumentos registrados nos maiores colégios eleitorais do país, como São Paulo e Minas Gerais, mas superou os números de diversos outros estados.

A classificação considera apenas a quantidade adicional de votos, sem levar em conta a proporção de crescimento em relação à votação do primeiro turno ou o tamanho do eleitorado de cada unidade da Federação.

Roraima tem o menor crescimento absoluto

Na extremidade inferior do levantamento está Roraima, com 9.085 votos adicionais para Lula. Acre e Amapá também apresentaram aumentos inferiores a 11 mil votos.

A diferença em relação aos estados mais populosos evidencia como o tamanho do eleitorado influencia os números absolutos. Por isso, o total de votos acrescidos não deve ser interpretado isoladamente como uma medida da intensidade da mudança no comportamento eleitoral.

Lula amplia vantagem na votação nacional

No resultado consolidado do segundo turno, Lula recebeu 64.256.232 votos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) obteve 59.826.041.

A votação do petista aumentou em mais de 10,3 milhões de votos na comparação com o primeiro turno. Já Flávio Bolsonaro conquistou aproximadamente 3,7 milhões de votos adicionais no mesmo período.

A comparação mostra que Lula ampliou sua votação em um volume superior ao do adversário na etapa decisiva da eleição. Os dados estaduais, porém, descrevem a variação dos resultados entre os turnos e, por si só, não explicam os motivos que levaram ao crescimento de cada candidatura.

Classificação Indicativa: Livre


TagsLulaSão pauloEleições 2026