Política
Publicado em 25/12/2025, às 08h57 Reprodução internet Dani Oliveira
Uma promoção inusitada colocou uma loja do interior de Santa Catarina no centro de uma nova polêmica nacional. A Guarani, com unidades em Brusque, anunciou a venda de chinelos da Havaianas por R$ 1 como forma de protesto político.
O resultado foi imediato: em poucas horas, todo o estoque das três lojas foi esgotado.
A ação foi divulgada nas redes sociais do estabelecimento e rapidamente ganhou repercussão, impulsionada por comentários favoráveis e críticos ao posicionamento assumido pela empresa.
Loja anuncia boicote e assume posicionamento ideológico
No Instagram, a loja declarou que não pretende mais comercializar produtos da marca por tempo indeterminado e justificou a decisão com base em discordância política.
Não vamos mais trabalhar com a marca por tempo indeterminado, devido à provocação da marca com a população conservadora, da qual fazemos parte”, afirmou a Guarani em publicação oficial.
A declaração transformou uma simples promoção em um ato simbólico, que extrapolou o comércio local e alcançou o debate nacional.
Reações dividem seguidores e viralizam comentários
A promoção rapidamente virou tema de discussão entre os internautas, com elogios, ironias e críticas ao boicote.
Reações registradas nos comentários:
- Apoio ao posicionamento político da loja
- Críticas ao boicote e à estratégia de marketing
- Ironias sobre o efeito contrário da promoção
Entre as manifestações, alguns seguidores elogiaram a coragem da empresa em se posicionar, enquanto outros ironizaram o protesto, apontando que a ação acabou colocando o produto “no pé de todos” por um valor simbólico.
Campanha com Fernanda Torres está no centro da controvérsia
A decisão da loja ocorreu após a repercussão política envolvendo a campanha de fim de ano da Havaianas, estrelada pela atriz Fernanda Torres. No vídeo, a artista afirma desejar que os brasileiros não entrem em 2026 “com o pé direito, mas com os dois pés”.
A frase foi interpretada por setores conservadores como uma mensagem política velada, o que desencadeou críticas públicas à marca.
Críticas ganharam força após vídeo de Eduardo Bolsonaro
A polêmica se intensificou depois que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais associando a fala da atriz a um suposto viés político e atacando diretamente a campanha da Havaianas.
A partir daí, a marca passou a ser alvo de boicotes e manifestações ideológicas, refletindo o atual cenário de polarização que também atinge o mercado publicitário e o consumo de marcas no Brasil.
Quando marketing vira debate político
O episódio evidencia como campanhas publicitárias, mesmo sem menção explícita a partidos ou ideologias, podem se tornar gatilhos para disputas políticas e ações de boicote — muitas vezes com efeitos inesperados, como o sucesso comercial imediato da promoção que pretendia protestar.