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Política

Justiça derrota Erika Hilton e manda trancar processo contra estudante acusada de transfobia: “mulheres trans não são mulheres”

Com o trancamento do processo, o MPF pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça; a decisão levanta questões sobre liberdade nas redes sociais  |  Reprodução internet

Publicado em 13/03/2026, às 09h52   Reprodução internet   BNews Natal

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Uma decisão da Justiça Federal provocou forte repercussão nesta quinta-feira (12) ao derrubar a ação penal que envolvia a deputada federal Erika Hilton e uma estudante de veterinária da Paraíba acusada de transfobia.

A 3ª Turma Criminal do Tribunal Regional Federal da 5ª Região decidiu trancar o processo contra a estudante Isadora Borges, encerrando a ação que havia sido aberta na Justiça Federal.

A decisão foi tomada de forma unânime pelos três desembargadores que analisaram o caso.

Processo teve origem em publicações feitas nas redes sociais

O caso começou a partir de publicações feitas por Isadora em 2020, no antigo Twitter — atualmente chamado de X.

Nas postagens, a estudante afirmava que “mulheres trans não são mulheres”.

Com base nessas publicações, o Ministério Público Federal apresentou denúncia em fevereiro de 2025, acusando a estudante de transfobia. A acusação foi aceita pelo juiz Manuel Maia de Vasconcelos Neto, da Justiça Federal em João Pessoa, o que tornou Isadora ré no processo.

Deputada atuou como assistente de acusação

Apesar de não ter sido citada diretamente nas postagens, a deputada Erika Hilton passou a atuar no processo como assistente de acusação a partir de julho do ano passado.

A parlamentar é considerada uma das principais representantes do movimento trans no Congresso Nacional e acompanha de perto processos relacionados ao tema.

Tribunal muda entendimento e encerra ação

A reviravolta ocorreu após a defesa da estudante apresentar um habeas corpus ao TRF-5.

O relator do caso, o desembargador Rogério de Meneses Fialho Moreira, chegou a negar o pedido liminar em um primeiro momento. No entanto, após nova análise do processo, o magistrado mudou o entendimento.

No julgamento final, os integrantes da turma criminal concluíram que as publicações não configuram justificativa suficiente para abertura de processo penal.

Defesa diz que postagens expressam opinião

Segundo o advogado da estudante, o criminalista Igor Alves, as mensagens publicadas representam apenas a opinião pessoal de Isadora, sem incentivo direto à discriminação.

Com o trancamento da ação penal, a tendência é que o caso seja arquivado na primeira instância, sem julgamento do mérito.

Ainda assim, o Ministério Público Federal pode recorrer da decisão ao Superior Tribunal de Justiça.

Nova polêmica envolve apresentador ratinho

A discussão sobre o tema voltou ao centro do debate público nesta semana após Erika Hilton solicitar ao Ministério Público Federal a abertura de investigação contra o apresentador Carlos Roberto Massa, o Ratinho.

O pedido ocorreu após comentários feitos por Ratinho sobre a eleição da deputada para a presidência da Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados, que a parlamentar classificou como possível transfobia.

A discussão sobre o tema voltou ao centro do debate público nesta semana após Erika Hilton solicitar ao Ministério Público Federal a abertura de investigação contra o apresentador Carlos Roberto Massa, o Ratinho.

Pontos centrais da decisão da justiça

- TRF-5 determinou o trancamento da ação penal contra a estudante
- decisão foi unânime entre os três desembargadores da turma criminal
- tribunal entendeu que as publicações não justificam processo criminal
- Ministério Público Federal ainda pode recorrer ao STJ

A decisão reacende o debate jurídico sobre liberdade de expressão, limites do discurso nas redes sociais e enquadramento penal de declarações consideradas discriminatórias.

Classificação Indicativa: Livre


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