Política
Publicado em 17/07/2026, às 12h34 Reprodução/Assessoria Giovana Gurgel
A ativista Juliana Garcia confirmou, ao Portal Mais RN, que disputará uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) nas eleições de 2026 como pré-candidata pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
Juliana Garcia dos Santos Soares é uma promotora de vendas e influenciadora que se tornou um símbolo nacional de sobrevivência e combate à violência doméstica. Em julho de 2025, ela foi brutalmente espancada com 61 socos pelo então namorado, o ex-jogador de basquete Igor Eduardo Cabral, dentro do elevador de um prédio em Natal. Igor está preso desde então.
A proposta de Juliana, segundo a própria, é transformar a experiência como sobrevivente da violência em uma atuação política voltada à defesa dos direitos das mulheres e ao fortalecimento das políticas públicas de proteção no estado.
Ao anunciar a pré-candidatura, Juliana afirmou que pretende atuar em pautas relacionadas à prevenção da violência de gênero, à ampliação da rede de acolhimento, ao atendimento psicológico e ao incentivo à autonomia econômica das mulheres.
Ela ressalta que seu objetivo é representar mulheres que enfrentam situações de violência e ampliar o acesso a mecanismos de proteção.
A ativista também destacou que a responsabilização do agressor em seu caso foi favorecida por circunstâncias específicas. Segundo ela, as câmeras de segurança instaladas no condomínio onde mora registraram as agressões, realidade que não faz parte da vida de muitas vítimas, que enfrentam dificuldades para reunir provas ou obter credibilidade durante as denúncias.
De acordo com Juliana Garcia, sua entrada na política busca transformar essa experiência em ações concretas. Ela defende o fortalecimento da rede de atendimento às vítimas e afirma que nenhuma mulher deveria depender de fatores externos para conseguir justiça.
"Viver não pode ser um privilégio. Nenhuma mulher deveria depender das circunstâncias para ter sua dor reconhecida ou conseguir justiça. Quero lutar para que todas tenham acesso a uma rede de proteção que funcione e garanta o direito mais básico: o direito de viver", declarou.
A pré-candidata também afirma que pretende dar visibilidade às mulheres que permanecem em situação de violência e ainda não conseguem romper o ciclo de agressões por falta de apoio, acolhimento ou condições financeiras.
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Conhecida nacionalmente após sobreviver a uma tentativa de feminicídio, Juliana Garcia afirma que sua atuação política não será pautada apenas pelo episódio de violência, mas pela defesa permanente de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.
Com a confirmação da pré-candidatura, a ativista passa a integrar a disputa eleitoral de 2026 com a proposta de levar ao Legislativo estadual pautas relacionadas aos direitos das mulheres, buscando ampliar o debate sobre prevenção da violência, acolhimento às vítimas e garantia de acesso à justiça.