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Política

Jaques Wagner admite ter indicado Lewandowski para consultoria milionária no Banco Master

Após sua saída do STF, Lewandowski deixou a advocacia antes de assumir o Ministério da Justiça, com pagamentos estendidos até 2025  |  Jefferson Rudy/Agência Senado

Publicado em 27/01/2026, às 06h40   Jefferson Rudy/Agência Senado   Malu Machado

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O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), confirmou ter indicado o ex-ministro da Justiça e do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, para atuar como consultor jurídico do Banco Master.

A revelação, acompanhada do detalhamento de valores que somam R$ 6,5 milhões, expõe a relação entre a instituição financeira, a liderança do governo e o atual primeiro escalão do Executivo.

Origem do vínculo

Segundo nota oficial enviada pela assessoria de Jaques Wagner, o senador foi procurado pela direção do banco e consultado sobre a indicação de um jurista. Na ocasião, Wagner sugeriu o nome de Lewandowski, que havia se aposentado recentemente do STF.

A relação entre o senador e o banco é estabelecida através de Augusto Ferreira Lima, ex-CEO do Master e criador do Credcesta, sistema de crédito consignado que opera junto ao governo da Bahia desde 2007, ano em que Wagner assumiu o governo estadual pela primeira vez.

Cronograma de pagamentos e posse no Ministério

O contrato entre o Banco Master e o escritório Lewandowski Advocacia foi firmado em 28 de agosto de 2023, com honorários mensais estipulados em R$ 250 mil. O objeto do contrato era a prestação de "serviços de consultoria jurídica e institucional de caráter estratégico".

Os dados financeiros revelam um ponto central na cronologia:

Atualmente, o escritório é gerido pelos filhos do ministro, Enrique e Yara de Abreu Lewandowski. Os pagamentos por parte do banco estenderam-se até setembro de 2025, totalizando 21 meses de recebimentos concomitantes ao exercício de Lewandowski na Esplanada.

Negativa sobre Guido Mantega

A nota da assessoria de Jaques Wagner também tratou da suposta indicação do ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, para o mesmo banco. Diferente do caso de Lewandowski, o senador negou "jamais ter participado" da indicação de Mantega.

Informações indicam que o contrato de Mantega seria de aproximadamente R$ 1 milhão por mês, com o intuito de viabilizar a venda do Master para o BRB (Banco de Brasília). Wagner reiterou que sua participação restringiu-se apenas à sugestão do nome de Lewandowski após a saída deste do Poder Judiciário.

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