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Política

Janja reage a fala de Renan Santos em debate e acusa candidato de misoginia

A primeira-dama Janja da Silva se manifestou contra a misoginia após declaração de Renan Santos durante debate eleitoral  |  Antônio Cruz/Agência Brasil e Band/Reprodução

Publicado em 26/08/2026, às 14h17   Antônio Cruz/Agência Brasil e Band/Reprodução   Giovana Gurgel

A primeira-dama Janja da Silva acusou o candidato à Presidência Renan Santos (Missão) de misoginia após uma declaração feita durante o debate promovido pela Band no domingo (23). Em nota, Janja afirmou que foi utilizada de maneira depreciativa para atingir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), embora não seja candidata e não estivesse presente no encontro.

A declaração ocorreu durante uma crítica de Renan à ausência de Lula no debate. Ao comentar a falta do presidente, o candidato afirmou que Lula teria escolhido ficar com “aquela Janja” e acrescentou que ele poderia procurar “companhias melhores”.

Para Janja, a fala deixou o campo da crítica política e passou a atingir diretamente sua condição de mulher e esposa do presidente. Segundo ela, a declaração teve o objetivo de ridicularizá-la como forma indireta de atacar o adversário político.

Primeira-dama diz ter sido alvo de ataque 

Na manifestação, Janja afirmou que não teve oportunidade de responder à declaração porque não participa da disputa eleitoral e não estava no debate. Ela classificou o comentário como uma tentativa de deslegitimar sua imagem para atingir Lula.

“Insinuar que a companhia da esposa de outro presidenciável seria motivo de ‘pena’ está longe de ser uma crítica política. É mais uma maneira de deslegitimar e ridicularizar a figura da mulher, como ferramenta misógina para atacar um adversário político”, afirmou.

A primeira-dama também citou outros episódios envolvendo Renan Santos e afirmou que as declarações do candidato fariam parte de um comportamento que, na avaliação dela, contribui para “normalizar o desrespeito às mulheres”.

Ao final da nota, Janja defendeu que os debates entre candidatos sejam utilizados para apresentar propostas e confrontar ideias relacionadas aos problemas do país.

Para a primeira-dama, ataques pessoais contra mulheres que não participam da disputa eleitoral não contribuem para o debate político e desviam a discussão dos temas que deveriam orientar a campanha.

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