Política
Em ato de oficialização de sua candidatura ao Palácio do Planalto realizado na Zona Leste de São Paulo, o empresário Renan Santos, nome do partido Missão para a corrida presidencial, adotou um tom duro e colocou a segurança pública no centro de sua plataforma política. Durante o discurso, o candidato defendeu uma política de “tolerância zero” no combate à criminalidade.
"Meu país não vai oferecer esmola para ninguém. Vocês vão comprar seu carro, seu celular. E ninguém vai roubar nada que é seu, porque nós vamos matar quem roubar", declarou o postulante ao Planalto.
Apesar da declaração mais radical do evento, a proposta de aplicar a pena de morte para crimes comuns enfrenta impedimento legal absoluto, visto que a Constituição Federal proíbe expressamente a medida, figurando como cláusula pétrea que não pode ser alterada nem mesmo por emenda constitucional.
O evento foi marcado por ofensas direcionadas a figuras centrais da política nacional. Durante sua fala, Renan Santos chamou o presidente Lula de "cachaceiro senil" e atacou o senador Flávio Bolsonaro, descrevendo-o como "farsante, fraco e corrompido", além de fazer referência a "ratos que se vestem de verde e amarelo".
O senador Sergio Moro também foi alvo das declarações, sendo classificado por Santos como "vassalo" e "escravo" daqueles que, segundo o candidato, destruíram a Operação Lava Jato. O companheiro de chapa, tenente-coronel Aroldo Medina, comparou Lula e Flávio Bolsonaro a "vassouras velhas" e prometeu que Renan "limpará o Brasil". Ao encerrar seu discurso, Santos pediu perdão ao público pelos insultos proferidos.
Durante a convenção, a sigla apresentou cinco diretrizes centrais para um eventual mandato, incluindo a redução de homicídios no país para menos de 10 mil ao ano e o incentivo ao emprego formal.
Sem alianças partidárias e com verba restrita a R$ 3,3 milhões do Fundo Eleitoral (0,07% do total), o Missão não terá espaço no horário gratuito de rádio e TV por não atingir a cláusula de barreira. Com isso, a campanha concentrará esforços no engajamento pelas redes sociais, em debates e em agendas de rua pelo interior do país.
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