Política
Publicado em 19/04/2026, às 17h45 Foto: GettyImages Ranyere Fonseca
O governo de Donald Trump subiu o tom contra o Brasil no cenário do combate às drogas. Um novo relatório estratégico do Departamento de Estado dos EUA incluiu o país na lista das principais fontes globais de substâncias químicas utilizadas na fabricação de drogas ilícitas. A classificação coloca o Brasil ao lado de nações como China, México, Colômbia, Venezuela e outras da América Latina aumentando a pressão sobre o governo brasileiro.
Segundo o documento, o Brasil atua como um grande exportador de matéria-prima para o refino de entorpecentes em diversos continentes. Insumos químicos produzidos legalmente no país estariam sendo desviados para rotas ilegais, servindo de base, por exemplo, para a produção de cocaína em países vizinhos da América do Sul e para o mercado global de drogas sintéticas.
O relatório do Departamento de Estado não é apenas um "mapa" do crime; ele é uma ferramenta política. Washington utiliza esses dados para:
O documento aponta que, além do Brasil, Argentina e Chile também são monitorados como fornecedores desses produtos químicos na região, mas o volume e a logística brasileira chamam mais a atenção das autoridades americanas.
A inclusão ocorre em um momento em que os EUA buscam asfixiar financeiramente as facções criminosas na América Latina. Recentemente, autoridades brasileiras e americanas chegaram a anunciar parcerias para troca de dados sobre armas e drogas, mas o tom do relatório de Trump sugere que o país norte-americano ainda vê as fronteiras e o controle químico do Brasil como grandes "gargalos" na segurança hemisférica. Existem analistas que acreditam que, num futuro próximo, os EUA poderão ter ações mais firmes para enfrentar este problema.