Política
Publicado em 31/10/2025, às 13h07 Reprodução/Assessoria SINSP/RN Giovana Gurgel
O governo Fátima Bezerra já reconhece oficialmente que o Rio Grande do Norte vai fechar 2026 com as contas no vermelho.
De acordo com o deputado Francisco do PT, líder da base governista na Assembleia Legislativa, o orçamento estadual para o próximo ano prevê um déficit superior a R$ 1 bilhão.
A informação foi confirmada nesta quinta-feira (30) em entrevista do parlamentar à rádio 98 FM. O valor consta na Lei Orçamentária Anual (LOA), documento que estabelece quanto o Estado pretende arrecadar e gastar no exercício de 2026.
A proposta, enviada pelo Executivo, está sob análise na Comissão de Finanças e Fiscalização da Assembleia Legislativa, que tem como relator o deputado Tomba Farias (PL), integrante da oposição.
Francisco afirmou que o governo optou por elaborar um orçamento “realista”, mas admitiu que o rombo bilionário se tornou inevitável devido a situações imprevistas que surgiram durante o processo de formulação da peça orçamentária.
O reconhecimento do déficit reforça o cenário de tensão fiscal e acende o alerta sobre a capacidade do Estado de manter investimentos e serviços básicos.
Mesmo diante do quadro desfavorável, a base do governo na Assembleia tenta minimizar os impactos políticos e negociar a aprovação do orçamento sem grandes atritos.
Há, no entanto, a expectativa de embates entre situação e oposição durante a votação, especialmente em torno das emendas parlamentares e de possíveis ajustes de última hora.
O relator Tomba Farias deve apresentar parecer nas próximas semanas, e o debate promete ser intenso. Deputados da oposição já sinalizam questionamentos sobre a origem do rombo e a falta de medidas concretas para conter o déficit.
A Lei Orçamentária Anual (LOA) é o instrumento que define como e onde o governo pode aplicar os recursos públicos ao longo do ano. No caso do Rio Grande do Norte, o texto precisa ser aprovado pela Assembleia Legislativa antes de entrar em vigor.
Se nenhuma medida de contenção for adotada, o Estado poderá enfrentar mais um período de restrições financeiras, com impacto direto em áreas essenciais como saúde, educação, infraestrutura e pagamento de servidores.
O rombo bilionário projetado para 2026 evidencia o desafio do governo em equilibrar as contas e garantir a estabilidade fiscal do RN.
Informações: Blog do BG
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