Política
Publicado em 07/03/2026, às 18h14 Foto: reprodução internet Ranyere Fonseca
A investigação da Polícia Federal sobre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, acaba de ganhar um capítulo que mistura crime financeiro com bastidores de festas de luxo. Diálogos interceptados pela PF e obtidos pela Revista Oeste mostram que o banqueiro admitiu à sua namorada, Martha Graeff, ter organizado eventos com cerca de 300 garotas de programa, alegando que a prática fazia parte de suas atividades profissionais.
Nas mensagens, datadas de agosto de 2025, a namorada questiona Vorcaro por ele seguir diversos perfis de garotas de programa nas redes sociais. Em sua defesa, o banqueiro foi direto: “Fazia parte do meu business (negócio). Nunca te escondi o que fiz e por que fiz. Fiz festa com 300 desse tipo. Não quer dizer que fiquei [com elas]”, escreveu.
O que parecia ser apenas uma briga de casal se tornou peça-chave para os órgãos de controle. O Tribunal de Contas da União (TCU) solicitou ao STF acesso a essas provas para investigar um ponto crucial: quem eram os convidados dessas festas?
A suspeita é que esses eventos tenham servido como cenário para tráfico de influência e corrupção, envolvendo agentes públicos e autoridades em troca de benefícios para o Banco Master. O material também foi enviado aos integrantes da CPMI do INSS, que apura fraudes bilionárias na previdência.
A revelação desses diálogos ocorre no momento mais crítico para Vorcaro, que foi preso novamente nesta semana. A defesa do banqueiro não comentou o teor das mensagens pessoais, mas a linha de investigação agora foca em identificar se essas festas foram o "lubrificante" para as supostas fraudes bilionárias e lavagem de dinheiro que pesam contra o Banco Master.
Para o Ministério Público, a admissão de que o uso de garotas de programa era um "negócio" reforça a tese de que o grupo utilizava métodos pouco ortodoxos para garantir influência junto à alta cúpula de Brasília.