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Política

Fátima Bezerra confirma saída do Governo para os aliados, banca Cadu e articula plano para eleição indireta

A governadora do RN, Fátima Bezerra, renuncia ao cargo para se candidatar ao Senado nas eleições de outubro, visando fortalecer a esquerda no Congresso  |  Foto: PT/Divulgação

Publicado em 24/02/2026, às 13h35   Foto: PT/Divulgação   Giovana Gurgel

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, confirmou nesta segunda-feira (23) que deixará o cargo até 4 de abril para disputar uma vaga no Senado nas eleições de 4 de outubro. Segundo ela, a decisão é definitiva e integra a estratégia do Partido dos Trabalhadores para ampliar a bancada de esquerda no Congresso Nacional.

A declaração ocorreu durante reunião com partidos aliados na sede estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), em Lagoa Nova, na Zona Sul de Natal. Participaram representantes de sete siglas, entre elas:

  • Partido Verde (PV)
  • Partido Comunista do Brasil (PCdoB)
  • Partido Socialista Brasileiro (PSB)
  • Partido Democrático Trabalhista (PDT)
  • Rede Sustentabilidade
  • e Cidadania, ex-PPS.

O Partido Socialismo e Liberdade (Psol) integra o grupo político, mas não esteve presente.

Além de confirmar a renúncia, Fátima reiterou que o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, é o nome escolhido para a sucessão, tanto na eleição indireta para o chamado mandato tampão quanto no pleito regular de outubro.

Comissão vai elaborar plano de governo

Durante o encontro, a governadora solicitou que os partidos indiquem integrantes para uma comissão responsável por elaborar o plano de governo do candidato petista. A coordenação do grupo deverá ficar com a presidente estadual do PT, Samanda Alves.

De acordo com o presidente do Partido Verde, Rivaldo Fernandes, a criação da comissão marca o início formal da construção do programa de gestão.

Fátima defendeu que Cadu Xavier será competitivo e pode chegar ao segundo turno ao vincular sua imagem à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Disputa por vaga ao Senado segue indefinida

Três partidos aliados reivindicaram o segundo nome ao Senado na chapa. O PDT, indicou o ex-senador Jean Paul Prates; o Partido Verde apresentou o nome de Rivaldo Fernandes; e o PSB sugeriu Luizinho Cavalcante, ex-prefeito de Carnaubais.

Não houve definição sobre quem fará dobradinha com Fátima Bezerra na disputa majoritária.

Também permanecem indefinidos o candidato a vice-governador e os quatro suplentes da chapa. Novas reuniões devem ocorrer nas próximas semanas.

Eleição indireta dependerá da Assembleia

Com a saída da governadora, o vice-governador Walter Alves, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), seria o sucessor natural até o fim do mandato. No entanto, ele já declarou que não assumirá o cargo porque pretende disputar vaga de deputado estadual e anunciou apoio à pré-candidatura ao governo do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, do União Brasil.

Diante desse cenário, o Estado deverá realizar eleição indireta na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN). Os 24 deputados estaduais escolherão governador e vice para concluir o mandato, que termina oficialmente em 5 de janeiro de 2027.

No intervalo entre as renúncias e a escolha indireta, o governo poderá ser ocupado interinamente pelo presidente da Assembleia, o deputado estadual Ezequiel Ferreira, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), ou pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, desembargador Ibanez Monteiro da Silva.

Resistências e articulações nos bastidores

Nos bastidores, há resistência de parte dos deputados estaduais ao nome de Cadu Xavier para o governo tampão. Interlocutores avaliam o risco de a oposição assumir o comando do Executivo durante o período eleitoral.

Apesar disso, segundo Rivaldo Fernandes, a governadora mantém a estratégia e afirma estar dialogando com parlamentares, inclusive de campos políticos opostos, para viabilizar o nome do secretário da Fazenda na eleição indireta.

Classificação Indicativa: Livre


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