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Política

Empresa de Trump liga Alexandre de Moraes ao caso do Banco Master em ação nos EUA

A ação revela um contrato de serviços jurídicos entre o Banco Master e o escritório da esposa de Moraes, levantando suspeitas de irregularidades  |  Reprodução/internet

Publicado em 02/02/2026, às 17h08   Reprodução/internet   Jussier Lucas

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A Trump Media, empresa ligada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, associou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ao escândalo envolvendo o Banco Master em uma ação que tramita na Justiça da Flórida. A informação consta em um pedido apresentado para que o magistrado brasileiro seja formalmente notificado sobre o processo em território norte-americano.

A ação é movida pela Trump Media em conjunto com a plataforma Rumble. No documento, os autores mencionam a divulgação, no Brasil, de um contrato no valor aproximado de R$ 129 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa de Moraes, a advogada Viviane Barci.

Segundo a petição, o contrato previa a prestação de serviços jurídicos e institucionais ao banco, com pagamentos mensais estimados em cerca de US$ 700 mil ao longo de três anos. As alegações são apresentadas pelo advogado da Trump Media, Martin de Luca.

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Alegações de conflito de interesse

De acordo com o advogado, o Banco Master — controlado pelo empresário Daniel Vorcaro — teria sido colocado em liquidação pelo Banco Central do Brasil após a identificação de irregularidades consideradas graves. Entre elas, estariam transferências de ativos fictícios para o Banco de Brasília (BRB), o que, segundo o documento, teria exposto instituições públicas a perdas bilionárias.

Ainda conforme a petição, o escritório de Viviane Barci de Moraes teria firmado o contrato no início de 2024 para atuar de forma ampla junto a tribunais, órgãos reguladores e instâncias legislativas. O advogado sustenta que não há evidências públicas de que o escritório tenha realizado trabalhos compatíveis com os valores pagos.

A ação também afirma que Alexandre de Moraes teria participado pessoalmente da defesa do Banco Master enquanto o contrato estava em vigor, o que, segundo os autores, gerou questionamentos públicos sobre possíveis conflitos de interesse e proteção institucional no Brasil.

No documento apresentado à Justiça dos Estados Unidos, os advogados alegam ainda que a controvérsia resultou na adoção de medidas de sigilo judicial, incluindo o encerramento de processos relacionados ao Banco Master no STF e o arquivamento célere de investigações preliminares pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Até o momento, nem o ministro Alexandre de Moraes nem os demais citados se manifestaram oficialmente sobre as alegações apresentadas na ação que tramita na Justiça norte-americana.

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