Política

Divergências ficam de lado, e candidatos focam em propostas no 1º bloco do debate no RN

Primeira etapa do debate promovido pelo Sistema Tribuna com os candidatos a governo do estado tiveram perguntas da Fecomércio-RN, Femurn e OAB-RN  |  Adriano Abreu

Publicado em 15/09/2026, às 20h33   Adriano Abreu   Jussier Lucas

As divergências entre os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte apareceram nas respostas, mas ficaram em segundo plano no primeiro bloco do debate promovido pelo Sistema Tribuna, na noite desta terça-feira (15). Em vez do confronto direto, os quatro concorrentes concentraram suas participações na apresentação de propostas para áreas como desenvolvimento econômico, contas públicas, licenciamento ambiental e saneamento.

A dinâmica do debate contribuiu para esse formato. Nos três primeiros blocos, as perguntas são feitas pelas instituições que participam da organização do encontro. O confronto direto entre os candidatos está reservado para o quinto bloco, quando eles poderão questionar uns aos outros.

No primeiro momento, Robério Paulino (PSOL), Cadu de Lula (PT), Allyson Bezerra (União Brasil) e Álvaro Dias (PL) responderam aos questionamentos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte (Fecomércio-RN), apresentando caminhos diferentes para problemas econômicos e serviços públicos do Estado.

Licenciamento ambiental abre discussão sobre economia

O licenciamento ambiental foi um dos primeiros assuntos colocados na mesa. Robério Paulino foi questionado sobre os gargalos e a demora na análise dos processos e defendeu mais agilidade, mas com manutenção dos critérios ambientais.

“Somos a favor de acelerar os processos, mas não a ponto de destruir o planeta”, afirmou.

A resposta abriu espaço para Cadu de Lula levar a discussão para o desenvolvimento econômico. O candidato citou incentivos fiscais, investimentos em infraestrutura e descentralização como medidas para estimular a atividade econômica no Estado. Também defendeu a modernização do licenciamento ambiental e mencionou uma nova legislação sobre o tema em análise na Assembleia Legislativa.

O assunto voltou a aparecer de forma indireta quando os candidatos discutiram a competitividade do Rio Grande do Norte. Álvaro Dias defendeu a redução da burocracia e medidas para tornar o Estado mais atrativo para investimentos.

“É preciso que se dê prioridade ao desenvolvimento econômico. Precisamos desburocratizar e tornar o Estado mais atrativo do Brasil”, declarou.

Allyson Bezerra comentou a fala e também defendeu a redução da burocracia e a descentralização dos processos de licenciamento. O candidato afirmou ainda que houve queda na industrialização do Rio Grande do Norte nos últimos 12 meses.

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Contas públicas entram no debate

A situação fiscal do Estado também foi discutida durante o bloco. Cadu de Lula foi questionado sobre os gastos com pessoal e os limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

O candidato afirmou que a parcela das receitas comprometida com a folha de pagamento vem apresentando redução e apontou o aumento da arrecadação como uma das estratégias para melhorar as contas estaduais.

“Nós vamos crescer as receitas do Estado com os potenciais que o Estado possui”, afirmou.

Robério Paulino comentou a resposta e levou a discussão para a sonegação fiscal, defendendo medidas para ampliar a arrecadação sem depender apenas do aumento da carga tributária.

A discussão mostrou posições diferentes sobre a forma de melhorar a situação financeira do Estado, mas sem que o tema evoluísse para um confronto direto entre os candidatos.

Saneamento coloca Caern no centro da discussão

O saneamento básico foi outro tema de destaque no primeiro bloco. Ao responder sobre a universalização dos serviços, Allyson Bezerra afirmou, durante o debate, que 26% da população potiguar tem acesso ao saneamento.

O candidato defendeu a ampliação da atuação da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) para os municípios.

“Vamos implementar a política para a Caern levar saneamento básico a todos os municípios, além de água tratada”, afirmou.

Álvaro Dias comentou a resposta e fez críticas aos serviços prestados pela companhia. Para ele, a Caern precisa passar por uma estruturação antes da ampliação da oferta de saneamento.

O tema encerrou o primeiro bloco com os candidatos apresentando propostas diferentes para problemas que envolvem infraestrutura, desenvolvimento econômico e serviços públicos.

Apesar das divergências nas respostas, o formato manteve os concorrentes concentrados nas propostas, sem ataques diretos ou embates entre eles. A dinâmica deve mudar no quinto bloco do debate, reservado justamente às perguntas feitas de um candidato para outro.

Classificação Indicativa: Livre


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