Política
Publicado em 14/04/2026, às 10h43 Reprodução/Internet Malu Machado
Mesmo sem a oficialização das candidaturas, o cenário político para as eleições de outubro de 2026 no Rio Grande do Norte já começa a se desenhar com nitidez.
A movimentação de pré-candidatos em diferentes regiões do estado indica que a disputa pelo Palácio de Despachos se concentra, hoje, em três nomes principais: Álvaro Dias (Republicanos), Allyson Bezerra (União Brasil) e Carlos Eduardo "Cadu" Xavier (PT).
Conforme levantamento do portal Novo Notícias, os políticos intensificaram agendas públicas e visitas a municípios para consolidar bases, além de ampliarem a presença nas redes sociais com trocas de farpas e críticas diretas.
Pesquisa recente do Instituto Veritá aponta um cenário de equilíbrio total. No levantamento estimulado (votos válidos), Allyson Bezerra lidera com 29,6%, seguido de perto por Álvaro Dias (27,5%) e Cadu Xavier (26,6%).
A disputa também ferve no campo digital. Allyson lidera o ranking do Instagram com 369 mil seguidores, seguido por Álvaro (120 mil) e Cadu (39 mil).
Enquanto Bezerra foca na campanha "167 razões RN", Dias e Xavier protagonizam embates diretos. Álvaro critica severamente a gestão Fátima em áreas como saúde e educação, enquanto Cadu rebate classificando as falas como "show de horrores" e acusando o rival de espalhar desinformação.
Embora o calendário oficial de propaganda eleitoral só tenha início em 16 de agosto, os pré-candidatos já circulam intensamente pelo Rio Grande do Norte. Contudo, essa movimentação deve respeitar as normas da Justiça Eleitoral, fundamentadas na Lei das Eleições (9.504/1997) e nas resoluções vigentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Nesta fase, os postulantes possuem liberdade para conceder entrevistas, participar de debates, eventos e expor suas plataformas e visões políticas. O limite fundamental, entretanto, é a proibição de pedidos explícitos de voto, o que inclui o uso de termos ou expressões que sugiram claramente essa solicitação.
Confira os principais pontos da legislação para este período:
O desrespeito a essas diretrizes pode gerar multas que variam de R$ 5 mil a R$ 25 mil - ou o valor correspondente ao custo da propaganda irregular, caso este seja superior. As punições podem atingir tanto quem realizou a divulgação quanto o pré-candidato beneficiado, desde que comprovado o seu conhecimento prévio.