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Política

Dias Toffoli se declara suspeito e deixa relatoria de ação sobre CPI para investigar fraudes no Banco Master

Toffoli pediu redistribuição do processo após ser mencionado em mensagens da PF, que envolvem investigações sobre o Banco Master.  |  ASCOM/STF

Publicado em 11/03/2026, às 17h50   ASCOM/STF   Jussier Lucas

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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se suspeito para relatar a ação que pede a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados do Brasil para investigar supostas fraudes envolvendo o Banco Master.

Na decisão, o magistrado solicitou que o processo seja redistribuído para outro integrante da Corte. O caso havia sido encaminhado a Toffoli nesta quarta-feira (11) por meio do sistema eletrônico de distribuição de processos do tribunal.

A ação busca obrigar a Câmara dos Deputados a instalar uma CPI para apurar irregularidades relacionadas à instituição financeira. Com a declaração de suspeição, caberá agora ao STF definir um novo relator para analisar o pedido.

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Investigação envolve mensagens apreendidas pela PF

Apesar de ter se retirado voluntariamente da relatoria do processo, Toffoli não havia sido formalmente declarado impedido de participar de novos casos relacionados ao tema. Por isso, o sistema do STF incluiu o ministro no sorteio que definiu a relatoria da ação.

No mês passado, o magistrado já havia deixado a condução do inquérito que investiga fraudes no Banco Master. A decisão ocorreu após a Polícia Federal do Brasil informar ao presidente do STF, Edson Fachin, que o nome de Toffoli apareceu em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro.

O aparelho foi apreendido durante a Operação Compliance Zero, deflagrada no ano passado pela Polícia Federal.

Segundo informações da investigação, Toffoli é um dos sócios do Resort Tayayá, localizado no estado do Paraná. O empreendimento foi adquirido por um fundo de investimentos ligado ao Banco Master e também é alvo de apuração no inquérito conduzido pela PF.

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