Política
Publicado em 29/10/2025, às 15h09 Reprodução/Assessoria ALRN Giovana Gurgel
Durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), nesta quarta-feira (29), o deputado Coronel Azevedo (PL) fez um discurso inflamado sobre a crise de segurança pública no Rio de Janeiro.
O parlamentar prestou homenagens a policiais mortos em operação e parabenizou o que chamou de “corajosa megaoperação contra o narcoterrorismo no Brasil”.
Ele alertou para a gravidade do cenário, citando o uso de “drones-bomba lançados por facções contra policiais em uma verdadeira guerra financiada pelas drogas”. Segundo o deputado, o episódio simboliza um “risco gravíssimo para os heróis da segurança pública e para as famílias brasileiras”.
O legislador classificou a situação como um retrato do avanço do crime organizado, que, em suas palavras, “transformou comunidades em campos de batalha” e “envenena a sociedade com drogas e violência”.
Em meio ao pronunciamento, Azevedo criticou o que chamou de “narrativas mentirosas” e responsabilizou “elementos da esquerda” por tentar inverter os papéis entre criminosos e forças de segurança.
“A violência no Rio de Janeiro não é culpa da população nem da polícia. Eles são as vítimas. A culpa é dos traficantes”, enfatizou.
O deputado repudiou o discurso que, segundo ele, busca “vitimizar quem causa o terror”. Em tom firme, afirmou que “a inocência dos traficantes só existe na cabeça transtornada da esquerda”.
Para Azevedo, as facções são “parasitas que se alimentam da fraqueza do Estado e do silêncio de quem teme enfrentá-los”.
Ele ainda defendeu que o país precisa reconhecer o narcotráfico como ameaça terrorista e que “os homens de bem, que pagam impostos, acreditam que traficantes merecem cadeia perpétua”.
Coronel Azevedo voltou suas críticas ao governo federal, citando declarações do governador do Rio de Janeiro de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “assistiu a tudo de braços cruzados, negando apoio ao Estado”.
O parlamentar afirmou que o governo “prioriza a ideologia petista sobre a segurança nacional” e “se recusa a classificar as facções criminosas como terroristas”.
Para o deputado, o resultado dessa postura é um país “sitiado pelo narcotráfico”. Ele acusou o presidente de “entregar o Brasil ao crime” e cobrou medidas duras de repressão.
O discurso também fez referência a denúncias do general Hugo Carvajal, ex-chefe da inteligência da Venezuela, que teria afirmado que “Hugo Chávez e Nicolás Maduro financiaram o PT e Lula”.
Azevedo destacou ainda uma pesquisa internacional que aponta que “26% do território brasileiro está sob domínio de facções”, o que, segundo ele, “coloca o Brasil como o país mais ameaçado das Américas”.
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